terça-feira, 15 de novembro de 2016

REPÚBLICA


“Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!”*


Há exatamente um ano encontrava-me no Rio de Janeiro e resolvi ir conhecer o Campo de Santana, onde a República foi proclamada em 1889. O local é um bonito parque urbano, ornamentado com algumas esculturas. Logo na entrada havia uma banda do Exército executando algumas músicas populares antes do início de uma cerimônia. Modesta até mesmo em audiência. Circulei pelas alamedas, onde dois ou três boêmios dormiam nos bancos... Um pavão exibia-se para três turistas perdidos na manhã carioca. Mais adiante três aves disputavam a atenção de uma pavoa indiferente (parecia). Ouçi os acordes do Hino Nacional e fui ouvi-lo junto à banda marcial. Havia umas 30 pessoas – a maioria fazia parte da organização. Lembro que a República foi proclamada sem grandes comoções; apenas a monarquia caiu de inanição.

Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2015.

*Verso do Hino da Proclamação da República: letra de José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque (1867 - 1934) e música de Leopoldo Américo Miguez (1850 - 1902). Foi composto para ser o Hino Nacional, mas o presidente Marechal Deodoro da Fonseca vetou a ideia, determinando que fosse o Hino da Proclamação da República. Tela de Benedito Calixto (1853-1927).

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