terça-feira, 4 de julho de 2017

E ASSIM FOI...
Redação: em busca de notícia em plantão de domingo (1972).
O jornal CIDADE DE SANTOS circulou pela primeira vez há 50 anos. No dia 1º de julho de 1967, a cidade ganhou um grande presente de Carlos Caldeira Filho (1913- 1993) que, mais tarde, se tornaria prefeito nomeado de Santos por um curto período. Fiz uma breve história do jornal, que encerrou suas atividades no dia 15 de setembro de 1987, a partir do depoimento do jornalista Antonio Ággio Jr., que foi responsável pela implantação do periódico. A história foi contada ao jornalista Rubens Fortes ERRE, que fez um belo trabalho reunindo histórias daqueles vinte anos.  A memória falha e prega peças, por isso é possível que faltem nomes na lista de funcionários, mas basta acrescentá-los.
Ao longo dessas duas décadas o CIDADE DE SANTOS acompanhou (como A TRIBUNA) os momentos críticos que a cidade e o país vivenciaram e que resultaram na perda de autonomia de Santos e Cubatão em 1968 até 1984 quando se realizaram eleições novamente. Como muito bem disse o ERRE em A TOCA (8/2/2000* – póstuma segundo ele): “quando o povo não tinha a arma do voto, tinha a arma do CIDADE. Agora tem o voto, mas não tem o CIDADE”. As portas do jornal estavam abertas para todos e os repórteres das diversas editorias, sempre disponíveis para ouvir as reclamações (GERAL/SINDICATO), as reivindicações (BAIRROS), os sonhos e decepções (A PESSOA). O ESPORTE encontrou grande apoio no jornal, que promoveu campeonatos de futebol de várzea e dente de leite agitando os fins de semana na praia ou na periferia. Era sempre possível saber do movimento do Porto – idas e vindas de navios, cargas e descargas, encalhes, incêndios e o que mais por lá houvesse. O SAMBA tinha voz na pena do colaborador J. Muniz Jr. (LORDE BATUCADA), que entre um carnaval e outro pesquisava a história da região. Ao folhear as páginas de VARIEDADES observa-se A agitada vida cultural da cidade – onde não faltavam os festivais de teatro e cinema. À editoria de POLÍCIA cabia mostrar com tintas fortes o lado marginal da cidade que assistia à agonia da famosa Boca do Lixo, que Plínio Marcos tão bem retratou em sua obra... E assim “la nave va”... Tudo tem seu tempo e o do jornal CIDADE DE SANTOS passou. Deixou saudade, sim, mas a vida continua. Os tempos são outros. C’est la vie... 
            (Texto publicado no Facebook no dia 1º de julho.)

ÁLBUM de fotos pessoais do que trabalhei no jornal CIDADE DE SANTOS - 1970/1977 e 1984-1987).

Abaixo, algumas fotos do período em que trabalhei no CIDADE DE SANTOS. A foca que entrevistou Leila Diniz até a fase mais experiente com o ator norte-americano, que viajava no Queen Elizabeth.
             
Entrevistando Leila Diniz na praia
 do Gonzaga, 1970 (Santos).
 
Enchente no Vale do Ribeira, 1970.

        
Porto de Santos: entrevista com Vincent Prince (1911-1993),
que desembarcara do Queen Elizabeth. 1985.
E o palhaço o que é? O circo chegou à cidade e o palhaço 
foi ao jornal falar do programa sem marmelada. Talvez 1972...