Esta
semana assisti ao filme japonês “Todos os dias são dias bons”, que gira em
torno da Cerimônia do Chá. Pura poesia. Uma história sobre a iniciação de duas
adolescentes nessa arte por meio da praticante, a mulher que dedica a vida a
transmitir a tradição para as novas gerações. O recinto da cerimônia é forrado
de tatame. Quando a praticante, vestindo quimono, abre a porta de correr, está
de joelhos e assim estão os convidados. Todos permanecerão ajoelhados e conhecem
o cerimonial e a etiqueta que o envolve. Ela tem conhecimentos sobre as várias
artes que compõem a cerimônia – como as variedades da cultura do chá, as roupas
tradicionais, a cerâmica, os arranjos florais entre muitas outras coisas.
O
que precisa para o chá? Basicamente, lenços de seda, taças, boião para o chá em
pó, batedor para preparar o chá, o pano para limpar as taças, uma concha de
bambu, uma panela de ferro e um braseiro. Quando as moças perguntam à
praticante para que serve determinada ação, ela se espanta. A resposta virá à
medida que a história se desenrola.
Para
o ocidental a cerimônia é um curso para o desenvolvimento da paciência e do
autocontrole; um aprendizado sobre a importância do silêncio e dos pequenos e
quase inaudíveis sons do ambiente, da natureza – não há pressa. Filosofia (Taoismo
e Zen Budismo), arte e estética muito mais do que um simples chá das cinco.
“Todos os dias são dias bons” – filme dirigido
por Omori Tatsushi, baseado no livro de Noriko Morishita. Gostei muito do
filme.

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