sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

TODOS OS DIAS SÃO DIAS BONS

 


Esta semana assisti ao filme japonês “Todos os dias são dias bons”, que gira em torno da Cerimônia do Chá. Pura poesia. Uma história sobre a iniciação de duas adolescentes nessa arte por meio da praticante, a mulher que dedica a vida a transmitir a tradição para as novas gerações. O recinto da cerimônia é forrado de tatame. Quando a praticante, vestindo quimono, abre a porta de correr, está de joelhos e assim estão os convidados. Todos permanecerão ajoelhados e conhecem o cerimonial e a etiqueta que o envolve. Ela tem conhecimentos sobre as várias artes que compõem a cerimônia – como as variedades da cultura do chá, as roupas tradicionais, a cerâmica, os arranjos florais entre muitas outras coisas.

O que precisa para o chá? Basicamente, lenços de seda, taças, boião para o chá em pó, batedor para preparar o chá, o pano para limpar as taças, uma concha de bambu, uma panela de ferro e um braseiro. Quando as moças perguntam à praticante para que serve determinada ação, ela se espanta. A resposta virá à medida que a história se desenrola.

Para o ocidental a cerimônia é um curso para o desenvolvimento da paciência e do autocontrole; um aprendizado sobre a importância do silêncio e dos pequenos e quase inaudíveis sons do ambiente, da natureza – não há pressa. Filosofia (Taoismo e Zen Budismo), arte e estética muito mais do que um simples chá das cinco.

        “Todos os dias são dias bons” – filme dirigido por Omori Tatsushi, baseado no livro de Noriko Morishita. Gostei muito do filme.

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