Depois
de uma terça-feira tórrida, muitas pessoas aproveitaram a noite agradável com
brisa refrescante e de Lua crescente para um passeio pelo Centro Histórico. Do
Vale do Anhangabaú, com iluminação festiva, os cartões postais da cidade se
destacam e o cenário é muito bonito entre os dois viadutos – do Chá e de Santa
Ifigênia. De um lado o edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, ao fundo o
Palácio Anchieta faiscante, sede da Câmara Municipal; bonito mesmo é o antigo
prédio do Banespa, atual Farol Santander, todo iluminado; mais simples, também
enfeitado, o imponente Martinelli. O prédio centenário dos Correios serve de
tela para o vídeo festivo de final de ano e muitos param para assistir. Os
skatistas no outro extremo do Vale se exibem para uma plateia atenta.
O público é heterogêneo. Casais de todas as idades. Famílias com crianças brincando. Um pai diz ao garoto (deve ter uns seis anos) que pedala a bicicletinha que as pessoas aproveitam as férias. E o menino quer saber o que é férias. O pai se atrapalha, mas consegue explicar. Um grupo de patinadoras conversa (parecem jogadoras de roller derby), enquanto descansam; uma garotinha dá cambalhotas para o pai que a incentiva; há ainda os adultos que passeiam de bicicleta. O prédio centenário dos Correios serve de tela para o vídeo festivo de final de ano e muitos param para assistir. Os skatistas no outro extremo do Vale se exibem para uma plateia atenta.
Na esquina mais famosa de São Paulo, Bar da Brahma lotado. E na calçada da Avenida Ipiranga, uma homenagem a Adoniran Barbosa – o trem iluminado, bem ao lado do banquinho de onde “Paulo Vanzolini observa” o movimento. Vanzolini raramente fica só. Há sempre alguém ao seu lado e esta foi a vez de um senhor que pegou no sono... Qual o problema? O trem das onze estava ali mesmo.
Na verdade, comecei a caminhada pela Praça da República, também bem movimentada. Cortei caminho pela Rua Vinte e Quatro de Maio, onde as lojas começavam a fechar e cheguei à Praça Ramos onde, enfim, consegui ver a projeção do vídeo de Natal no prédio do Teatro Municipal. Foi ali onde desci as escadarias para o Vale...Ah! já contei essa história...



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