Ontem
foi noite de caminhar pelo Centro. Destino: o Bexiga/Bixiga, um bairro sempre
muito atraente, mas o que eu não imaginava era a maratona que nos esperava. O início, como sempre, é na frente da Biblioteca Mário de Andrade, mas eu começo pela Praça
da República, onde o ônibus me deixa. Depois das apresentações dos convidados –
o Rei Momo e a Rainha do Carnaval do Bexiga e o Candinho Neto, da banda que leva
o nome dele – partimos. O público é sempre heterogêneo – turistas eventuais
(ontem tinha um senhor do Espírito Santo, que desejava conhecer o verdadeiro Bixiga,
não o das pizzarias), jovens, idosos, casais e os aventureiros de sempre que
não esperam companhia para levantar da poltrona. Eu reencontrei a Zita, grande conhecedora
do Centro e andarilha como eu.
O
roteiro? Descobrimos caminhando e no caminho há sempre muitas paradas para
ouvir histórias dos lugares – e há sempre muitas. Assim, da Rua da Consolação,
fomos pela Major Quedinho, Major Diogo – parada na Casa de Dona Yayá, onde se
fala da tragédia da moradora. Zita é uma admiradora de portões e se encanta com
um que é do prédio do antigo Teatro Brasileiro de Comédia, inaugurado em 1948 e
passa por recuperação. Em algum ponto vislumbro a exótica Rua (Vila) Jardim Heloísa,
tombada pelo Patrimônio Histórico. E lá vai o grupo pela Conselheiro Carrão. (Eu
me pergunto como voltarei para casa.) O Rei Momo e uma caminhante se desgarram –
ah! ladeiras! Pausa. Quantas coisa para ver
– as casas antigas bem conservadas, um colorido especial... Atravessamos a Rua
Rui Barbosa e logo chegamos à Treze de Maio – uma festa só! Pergunto ao organizador das Caminhadas, qual nosso destino. Surpresa: as
escadarias do Bixiga para a Rua dos Ingleses onde se encontra o Museu do
Bixiga. Pausa para fotos.
Na
Rua dos Ingleses, me despeço do grupo (na verdade saí à francesa). Decido que
devo ir para a Avenida Paulista. Zita resolve me acompanhar – ela mora nos Campos
Elísios. Há muitos anos fiz uma caminhada por ali, mas à noite todos os gatos
são pardos, como se dizia antigamente. Zita se encanta com as casas localizadas no topo do morro dotadas de escadarias. Na encruzilhada, temos que perguntar a direção – estamos na Rua
dos Belgas, seguimos pela Joaquim Eugênio de Lima até a Avenida Paulista, onde
nos despedimos.
Foi
um ótimo passeio numa agradável noite de verão.




















