A região da Avenida Paulista também tem o que
mostrar em matéria de escadas: as escadarias do mirante sobre o Túnel da Avenida Nove de Julho. Após décadas de abandono em 2015, após uma parceria
público-privada, tornou-se um espaço multicultural com música, shows e
restaurante, uma boa ideia que durou pouco. A pandemia e o roubo dos
equipamentos da empresa acabaram com o empreendimento. No momento, o espaço
encontra-se abandonado. O túnel, inaugurado em 1938, foi o primeiro a ser
construído em São Paulo e liga o Centro à Zona Sul da cidade. Não se enganem, a
avenida começa na Praça da Bandeira e prossegue até a Rua Amauri, no Itaim. São
pouco mais de seis quilômetros.
Já o Viaduto Nove de Julho, concluído em 1947, une a Avenida São Luís com a Rua Cel. Xavier de Toledo, no Centro, e oferece uma bonita vista da cidade. As escadas laterais estão em boas condições e costumam estar limpas.
Uma boa surpresa foram as escadas da Rua
Joaquim Antunes em Pinheiros que conduzem à Rua Teodoro Sampaio. A associação
de amigos da rua fez um jardim ao pé da escada, azulejou os degraus e enfeitou
os muros – há até poesia.

Ainda em Pinheiros, a Rua Alves Guimarães, por
exemplo, é interrompida por escadaria de acesso à Avenida Paulo VI e continua
do outro lado.
Mas havia esquecido da Igreja do Calvário (Rua Cardeal Arcoverde) em cuja frente há duas escadarias que levam os devotos à igreja que este ano comemora cem anos.
E
aqui termino essa jornada em busca de escadas. Há muito mais – ao longo das
avenidas Vinte e Três de Maio e Sumaré. Meus agradecimentos ao amigo Nilton que
me ciceroneou pelo Mirante da Nove de Julho, um espaço nobre que precisa ser
revitalizado. Encontrei muita gente no caminho que me ajudou a encontrar as
escadarias mais escondidas.
























