Rua
Roberto Simonsen, 97. Por fora, o casarão centenário está em boas condições,
mas por dentro encontra-se bastante danificado. Chocante mesmo é a destruição
do elevador pantográfico. A boa notícia é que se transformará em um espaço
cultural e o cartão de visitas é a exposição “Apocalipse”, que reúne obras do
artista plástico paulistano Alex Fleming, que pode ser visitada até o final
deste mês.
A
Rua Roberto Simonsen, uma das mais antigas de São Paulo, é pequena – começa na
Praça da Sé e termina no Pátio do Colégio. Cerca de 150 metros. Repleta de
história e coisas pitorescas. Ela teve outros nomes: primeiro foi Rua de Santa
Teresa por causa da casa de “Recolhimento de Santa Teresa”, construída em 1685
para abrigar moças. Em 1865, um vereador sugeriu que se alterasse o nome para
Rua do Carmo, desta vez a causa era a Igreja do Carmo, pois naquela época a rua
tinha ouro traçado. Em 1948, foi escolhida para homenagear o santista Roberto
Simonsen (1889-1948), engenheiro, industrial, administrador, professor,
historiador e político. Entre outras realizações, ele foi criador do Centro das
Indústrias, atual FIESP.
A
Casa nº 1 ou Casa da Imagem e Casa da Marquesa de Santos (1797-1867) são
separadas pelo Beco do Pinto, uma escadaria de acesso à Rua Bitencourt
Rodrigues que nos velhos tempos era o caminho feito pelos escravos para levar o
lixo para despejo no rio Tamanduateí, logo adiante.
Do
outro lado morou Dutra Rodrigues (1844-188), presidente da Província
(governador do Estado) de São Paulo, que ali recebeu a visita do Imperador D.
Pedro II. O prédio foi restaurado e nele atualmente funciona o Restaurante Cama
e Café, que também tem um programa cultural movimentado – saraus, exposições e
shows. Na esquina com o Pátio do Colégio, outro restaurante: o Pateo Cuccina
(nº 122). Nem precisa dizer que a comida italiana é especialidade da casa.
Vários
sobrados antigos e em decadência têm o piso inferior usado como
estacionamentos. Um deles destina-se a motos e tem um charme especial – um lustre
pendente muito bonito. Na entrada de um dos estacionamentos, há um minúsculo
café muito simpático – dois bancos dentro.
Este
ano o Palacete do Carmo, que ocupa quase uma quadra (com um dos lados na Rua
Roberto Simonsen) e se encontra em estado deplorável, foi desocupado para
restauro. A construção é dos anos vinte do século passado.
Rua
pequena, mas com trânsito intenso, especialmente, ônibus e trólebus que se
dirigem ao Pátio do Colégio ou que transitam entre a Avenida Rangel Pestana e o
Parque D. Pedro II.
O trabalho do rapaz é atrair carros para o
estacionamento – ou seja – ele fica no meio da rua e indica a entrada para os
motoristas. Parece que não, mas cansa.

















