Nasci em uma cidade do interior
paulista que só fui conhecer quando completei setenta anos; cresci numa cidade
do litoral, que é berço do Patriarca da Independência do Brasil; e na
maturidade me desafiei a encarar a vida na maior cidade cidade e brasileira. O trajeto
foi Taubaté, Santos e São Paulo. Santos é aquela cidade do coração – das
lembranças maravilhosas que sempre me despertam muita saudade. São Paulo é um
turbilhão – acho que essa é a palavra que melhor a define. Ela exige rapidez,
dinamismo; é instigante e perturbadora. Irresistível. Apaixonante. Um dia,
entretanto, você se aposenta e vem o tempo da calmaria. Apenas se você quiser,
porque a cidade continua com seu canto de sereia atraindo os inquietos.
Aposentada, pude dedicar meu tempo para descobrir São Paulo e seus meandros a pé, de ônibus. trem e metrô. Comecei quando descobri que não tinha fotografias de Santos e de São Paulo. Saí fazendo fotos e logo estava a escrever sobre o que via... Assim, surgiram meus passeios paulistanos lá pelos idos de 2008. Passeios porque saio de casa sozinha, sem roteiro, sem pressa a observar paisagens, pessoas e tudo o mais que possa acontecer pelo caminho. Como ver o Sol despontando no início da Rua Topázio, na Aclimação, onde vivo há quase 43 anos. A verdade é que aos poucos a cidade vai se entranhando em você sem que se perceba.
“A RUA DO SOL NASCENTE – passeios paulistanos” reúne crônicas feitas entre 2008 e 2025.






















