Depois
de subir e descer várias escadarias pelo Centro Histórico, Aclimação, Bela Vista
e até no Pacaembu, soube da existência de um Belvedere na Rua Avanhandava, que
pertence ao Distrito da República. E andei ali por perto vendo as escadarias
do Viaduto Nove de Julho! Inconformada fui procurar o belvedere.
Comecei
caminhada pela Praça Ramos de Azevedo, segui pela Rua Xavier de Toledo –
movimentada como sempre, mas desta vez tinha uma novidade: a loja que resolveu “baixar
as calças” para incrementar as vendas. Na Consolação, sigo pela Rua Martins Fontes
(“paulista eu sou há 400 anos”) e chego à graciosa Rua Avanhandava, que acolhe
o pedestre com uma floricultura e uma fonte. E, se for hora do almoço ou jantar
(lanche também serve), difícil é escolher onde entrar. Só a tradicional “Famiglia
Mancini” oferece várias opções. Meu interesse, entretanto, é o belvedere, mas
logo percebo que é melhor usar “mirante”, pois a palavra belvedere só foi reconhecida
pelos mais antigos.
Enfim, a escadaria que fica bem em
frente à saída para a Avenida Nove de Julho. Olho bem, mas sempre surge a dúvida:
será que consigo a proeza? Afinal são 120 degraus e obviamente não há mais paisagem para admirar. Fui em frente e subi sem
problema e ainda sobrou fôlego para voltar pela Rua Augusta, dar uma espiada no
Parque Augusta, retornar pela Consolação, admirar a Igreja da Consolação
restaurada, atravessar a Praça Roosevelt, olhar os cartazes da peça em cartaz
no Teatro do Jaraguá, e na Avenida São Luís sentar-me no banquinha à espera de
condução.😊

A história da Rua Avanhandava começa em 1920, quando a Cia. City iniciou a urbanização daquela área. A prefeitura autorizou a empresa a aproveitar a encosta entre a Rua Augusta e a Avenida Anhangabaú (atual Nove de Julho) em obras de implantação na época. A Avanhandava ficou pronta em 1928 e o nome é uma referencia a uma cachoeira localizada à margem direita do Rio Tietê na região em que hoje situa-se Penápolis. No local havia também um forte, erguido em 1858, que teve papel importante na Guerra do Paraguai. Nem a cachoeira nem o forte existem mais.











