sexta-feira, 24 de novembro de 2017

EFEMÉRIDES 

Há 191 anos nascia em Florença (Itália) Carlo Lorenzini (1826-1890), que se tornou famoso como Carlo Collodi. Ele é o criador de “Pinóquio”, a história do boneco que queria ser um menino de verdade. (Prefiro Emília, uma boneca de bem com ela mesma, pois nunca quis ser nada além de uma boneca de pano.) A ilustração dos estúdios Disney (Wikipedia). 

É também aniversário de nascimento 
do pintor e litógrafo francês Henri de 
Toulouse-Lautrec (1864-1901), que 
deixou uma rica obra sobre a 
vida boêmia de Paris. 






Quem nasceu em 24 de novembro foi Charles Miller (1864 -1953), responsável pela introdução no Brasil de várias modalidades esportivas (polo aquático, rúgbi), embora seja lembrado especialmente pelo futebol. 






Será que alguém ainda sabe quem é
Libertad Lamarque (1908-2000)?
Atriz e cantora argentina, radicada no México.
 Foi uma elogiada intérprete de tango.



quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Frank Sinatra - "Jingle Bells" (Concert Collection)


Jingle Bells é conhecida como uma tradicional música de Natal, entretanto, ela foi escrita pelo norte-americano James Lord Pierpont (1822-1893) em 1857 para o dia de ação de graças, comemorado nos Estados Unidos na quarta quinta-feira do mês de novembro. Uma placa em uma rua da cidade de Medford, Massachusetts, registra o local em que a canção teria sido composta e onde, na época, funcionava a Simpson Tavern. Segundo a sociedade musical local, Pierpont inspirou-se nas corridas de trenó, populares no século XIX. Não importa a data, é sempre muito bom ouvir essa música. No youtube, Frank Sinatra e Bing Crosby no "Especial de Natal" de 1956.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017


UMA TARDE EM SAN DIEGO

San Diego fica na fronteira com o México – claro que já foi mexicana e dessa época guarda alguns vestígios. A cidade tem 1 322 553 habitantes, o que a torna a segunda cidade mais populosa do estado da Califórnia. A economia baseia-se em atividades militares, turismo e comércio internacional. O primeiro europeu a aparecer na região foi o português João Rodrigues Cabrilho, que em 1542 navegava a serviço da coroa espanhola. Ele tomou posse das terras em nome dos reis de Castela e deu-lhes o nome de San Miguel. Em 1602, ao fazer o mapeamento do litoral da Califórnia, Sebastian Vizcaino renomeou o lugar para San Diego, em homenagem a San Diego de Alcalá (1400-1463). Fotos: Hilda Araújo, 2017.






Ao fundo a cúpula da Biblioteca Pública de San Diego. Ela tem em torno de 5.3 milhões de livros, inclusive e-books e material audiovisual; cerca de 1.6 milhão de documentos governamentais e 265,295 livros em 25 outros idiomas. A Galeria de Arte promove exposições de artistas locais e aos domingos há concertos no auditório.





San Diego abriga várias bases da Marinha e é porto de origem de muitos navios militares e históricos.

O veleiro Star of India foi lançado ao mar em 1853
e teve uma trajetória rica de acontecimentos.












O porta-aviões Midway (1945-1992) foi retirado do serviço em 1997, rebocado para San Diego e transformado em museu em 2004. A embarcação tem 300m de comprimento por 72m50 de largura. Na II Guerra, tinha capacidade para transportar 100 aeronaves, mas foi reduzida para 65 na época da Guerra do Vietnã. Tripulação: 4.104 militares.   


GREAT GENERATION WALK


 Homecoming (Regresso) é uma cópia da escultura de Stanley Bleifeld que se encontra em Washington D.C. Ela é um das muitas obras de arte do Great Generation Walk, espaço a céu aberto onde são homenageadas pessoas que serviram ao país em diferentes épocas

Homenagem aos tripulantes do USS San Diego (CL-53) –
navio que combateu no Pacífico durante a
II Guerra Mundial e recebeu quinze medalhas por combates.
Vai de barco ou de avião? 




domingo, 19 de novembro de 2017


O PARAÍSO EM CHAMAS 
Memorial USS Arizona


Um barco da Marinha transporta os visitantes ao Memorial. 
 No dia 7 de dezembro de 1941, durante a guerra na Europa, os japoneses atacaram Pearl Harbor, base da frota dos Estados Unidos no Pacífico. Os dois países ainda negociavam, quando o ataque ocorreu danificando ou destruindo 21 navios e 347 aviões. Morreram 2403 americanos e outros 1178 foram feridos. O Congresso dos Estados Unidos declarou guerra ao Japão e o presidente Franklin D. Roosevelt assinou o documento em seguida. Alemanha em apoio aos japoneses declarou guerra aos Estados Unidos no dia 11, o que levou os americanos para o teatro de guerra na Europa em apoio à luta da Inglaterra e União Soviética (Rússia).

         Um dos navios perdidos foi o encouraçado USS Arizona: uma bomba atingiu o paiol de munição. A embarcação com a tripulação de 1177 homens afundou e, apesar de todos os esforços os corpos de 900 tripulantes não foram recuperados, mas nunca esquecidos. Em 1962 foi construído o USS Arizona Memorial – Marco Histórico Nacional – sobre os destroços do encouraçado, porém, sem tocá-lo. O visitante pode ver os restos da embarcação e observar que o óleo armazenado nos tanques do navio continua fluindo até a superfície setenta e seis anos depois. O Memorial, operado pelo Serviço Nacional de Parques com apoio da Marinha dos Estados Unidos, recebe mais de um milhão de visitantes por ano. (Ingresso e transporte gratuito para o Memorial USS Arizona.) 


USS BOWFIN – depois da visita ao Memorial é possível conhecer o submarino que esteve em operação no Pacífico durante a II Guerra e a Guerra da Coreia. Ele esteve em ação de 1942 a 1953, depois voltou ao serviço da Marinha em 1960 por mais onze anos. Tornou-se museu em 1979. O museu não trata apenas da história do Bowfin, mas do desenvolvimento do submarino, uma ideia que o homem ousou por em execução pela primeira vez em 1776 até o submarino nuclear. Outro aspecto importante da visita é a descoberta da vida árdua da tripulação em trabalho penoso dentro de um tubo estreito submerso. A tripulação original era de 70 homens (sete oficiais e 63 alistados), mais tarde aumentada para 80 homens (oito oficiais e 80 alistados). O ingresso para a visita ao submarino e ao museu custa USD 12 (adultos), USD 8 (idosos) e USD 5 (crianças). 


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Já que o assunto é militaria, vale conhecer também o USS Army Museum of Hawaii - Fort Derussy, no 2161 Kalia Rd. Entrada gratuita. Na saída, vale pegar uma praia.


sábado, 18 de novembro de 2017

HONOLULU, AQUI E ALI.

Surfista que se preza conhece Duke Kahanamoku (1890-1968), uma lenda havaiana. Ele foi nadador – participou dos jogos Olímpicos  de Estocolmo (1912),  Antuérpia (1920) e Paris (Paris) e ganhos três medalhas de ouro e duas de prata. Foi responsável pela modernização do surfe e tornando o Havaí centro mundial da modalidade. Ele participou também de vários filmes.


 
O Havaí tem um Parque Nacional de Vulcões – dois (Mauna e Kilauea) estão entre os mais ativos do mundo, mas Diamond Head é inofensivo (?). Calcula-se que ele tenha entre dois e quatro milhões de anos (por que não três?) e descansa em paz na extremidade da ilha de Oahu. A cratera mais jovem tem cerca de 500 mil anos! No caminho, um túnel de acesso ao parque. 

Ala Wai Canal foi construído para drenar as águas dos arrozais e brejos da ilha e, eventualmente, ser uma área de recreação em Waikiki. Ele foi concluído em 1928 e as suas águas são lançadas no Pacífico. O Ala Wai Boulevard é um belo espaço da cidade onde as pessoas podem correr, remar, caminhar ou simplesmente se sentar para ler, ouvir música ou fazer nada (desde que usem um chapéu). 
Fotos: Hilda Araújo, setembro, 2017.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

WAIKIKI  

         Honolulu é uma cidade feita sob medida para se caminhar. Elegante. Tudo parece novo. Aliás, é tudo praticamente novo porque o desenvolvimento se acelerou a partir da anexação do Havaí pelos  Estados Unidos em 1959. Ruas primorosamente limpas. Trânsito seguro – pedestres e motoristas seguem as regras. Transporte público, só na soalheira ou para os lugares muito afastados.
O traçado urbanístico ajuda a aproximar as pessoas dos espaços privados – você vai andando e então há um pequeno lago na calçada que o leva para perto de lojas, shoppings ou restaurantes, um jardim o aproxima de um hotel de luxo. Uma surpresa descobrir que ônibus circulam no estacionamento de shoppings, como o Ala Moana Center – o maior do Havaí e o décimo quinto dos Estados Unidos.

A impressão é de que ninguém tem pressa – nem moradores nem turistas. Não faltam atividades nessa ilha que convida à fantasia. Nadar, mergulhar, velejar, caminhar pelas praias para admirar a paisagem de Waikiki, descobrir um casal de noivos – ela a rigor e ele de bermudas – procurando um cenário para o grande momento de suas vidas; assistir a uma partida de vôlei... 

Se cansar, procure um banco vazio e agraciado com uma sombra para simplesmente olhar o mar; ou quem sabe colocar uma rede entre dois coqueiros e aproveitar o momento. Que tal aproveitar a oportunidade única de aprender a surfar com quem entende do assunto – não se preocupe porque a aula é na areia e alguns instrutores valem uma tentativa. Não tem prancha? Não se preocupe. Pode alugar uma facilmente.

No final da tarde, o único compromisso é ver o sol se por no horizonte. Um espetáculo que se renova todos os dias. De preferência sob a árvore canora que atrai a atenção de todos. Nada de tecnologia. Trata-se de passarinhos que parecem preferi-la às outras e se alvoroçam ao cair da noite quando retornam de mais um dia de revoadas.

Aos sábados a Avenida Kalakaua é fechada para o transito de veículos para uma grande feira de comida e artesanato e apresentações musicais ao entardecer - em uma ponta – uma orquestra e na outra um conjunto típico. Sempre dá para conciliar a música com o por do sol que acontece ali na praia.






À medida que escurece vão se acendendo os tocheiros que ornam toda a avenida e começa um cortejo de personagens da cultura havaiana... Uma vez por semana um dos hotéis da cidade promove na orla ao entardecer uma apresentação de Hula – que não é apenas uma dança tradicional havaiana. Ela representa um estilo de vida baseado em uma religião ancestral. Os movimentos do bailarino são inspirados nos elementos naturais – montanhas, ondas do mar – e em sentimentos – amor e ódio etc.

Se preferir, pode ir a um lu’au – uma festa noturna na praia com danças típicas e jantar. O nome tem origem no prato servido na ocasião, feito com brotos de taro (espécie de inhame popular na Polinésia), frango ou polvo cozido em leite de coco. É bom ressaltar que é tudo turístico.


A praia nunca está vazia à noite. Há sempre pessoas no mar, enquanto pessoas chegam com toalhas ou esteiras que estendem pela relva para uma noite de sono; outros se instalam nos bancos dormir. Cabelos compridos, pele ressequida pelo sol... Surfistas que perderam a grande onda? Uma mulher trouxe a cadeira de praia, um isopor (comida?) e um vidro com flores... Na outra ponta, se instalam enxadristas indiferentes ao movimento ao redor.  






















segunda-feira, 13 de novembro de 2017

ALOHA
Imagem Google Earth.
Sensação extraordinária estar sob um céu muito azul, cercada pela água azul e prateada do Pacífico e aquecida pelo sol que doura a areia e os corpos estendidos ao longo da costa, enquanto uma brisa perdida no oceano sopra para nos trazer à realidade. É só você e a imensidão do mar, afinal o arquipélago do Havaí não passa de um punhado de pedrinhas no meio dos 180 milhões de km² do oceano Pacífico, o maior do nosso planeta. Não se engane. Não importa quantas pessoas estejam ali ao seu lado. Feche os olhos, respire fundo e sinta os raios solares fluindo pelo seu corpo e a marulhar da água aos seus pés. Parece que o tempo não existe. MAHALI! Fotos: Hilda Araújo.
O arquipélago do Havaí é formado por 132 ilhas de origem vulcânica no meio da imensidão do oceano Pacífico. Os naturais da terra acreditavam que a deusa tubarão Ka'ahupahau vivia em Oahu com seu irmão Kahi'uka na baía de Wai Momi – águas perolizadas – porque era ali que apanhavam pérolas e ostras. Pelo menos até o século XIX. A baía de Wai Momi tão especial para os polinésios ganhou nova denominação, quando os norte-americanos alugaram-na em janeiro de 1887 para a instalação da base naval de Pearl Harbor.
Monumento ao Rei Kamehameha.
Nenhum reino é feliz, mas os habitantes primitivos viviam em uma sociedade autossuficiente até o desembarque do navegador inglês James Cook (1728-1778) em janeiro de 1778, quando ganhou o nome de Ilhas SANDWICH. Uma das primeiras consequências da chegada dos estrangeiros que, em suas longas viagens transoceânicas, passaram a fazer escalas nas ilhas, foi a morte de dezenas de milhares de nativos por causa das novas doenças trazidas pelos navegantes. Depois vieram lutas entre os moradores das diversas ilhas até que em 1782 Kamehameha comandou uma guerra que durou 13 anos e uniu o arquipélago, menos as ilhas de Kaua’i e Ni’hau, e instituiu a monarquia. Em 1819 foi substituído pelo filho, Kamehameha II; entretanto, foi apenas sob a administração de Kamehameha III que o Havaí teve a sua primeira constituição (1839) e um governo baseado em três poderes (judiciário, legislativo e executivo).
A partir de 1850 chegaram imigrantes chineses, polinésios e japoneses. Os portugueses – especialmente de Açores e Madeira – também migraram para o arquipélago e se dedicaram ao cultivo da cana-de-açúcar, influenciaram a culinária local e o cavaquinho deixou um descendente importante: o ukelele. A economia baseava-se na extração de madeira vendida para a China, venda de água para os navios em trânsito, abacaxi e cana-de-açúcar. 
         Em 1875 começou a aproximação com os Estados Unidos por meio de um tratado de reciprocidade, que culminou com o arrendamento do porto em Oahu, o que garantiu aos havaianos o direito exclusivo de exportar açúcar para os Estados Unidos sem taxas alfandegárias. A anexação do Havaí ocorreu em 1889 e a incorporação à União, apenas em 21 de agosto de 1959, tornando-se então o 50º estado norte-americano. A principal ilha do arquipélago é Oahu, onde fica a capital do estado, Honolulu – que significa baía protegida em havaiano.
          O estado tem cerca de um milhão e meio de habitantes e a população ocupa oito ilhas do arquipélago interligadas por balsas ou aviões. As principais são Oahu, Mauí, Kauai, Hawai’i ou Big Island. A personalidade mais famosa é o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, mas Elvis Presley (que nem é de lá)ainda é lembrando.