Minhas desventuras no Terminal D. Pedro II e na Avenida Celso Garcia, que parecem não simpatizar comigo. Explico.
1 – Fui
a Casa do Tatuapé de metrô e ônibus, mas na volta resolvi ir a pé até o metrô –
a educadora comentara que eram vinte minutos de caminhada até a Estação Tatuapé,
o que me animou. Duas quadras depois, estava morta de calor e arrependida da decisão,
mas logo vi ônibus para o Terminal D. Pedro II. Ora, que maravilha! Embarquei e
no terceiro ponto, o veículo quebrou. Descem todos para esperar o próximo.
2 – Na
semana seguinte, eu, que não gosto de shoppings, tive a brilhante ideia de conhecer
o Shopping Aricanduva, que tem a fama de ser um dos maiores de São Paulo. Isso
me ocorreu quando estava no Carrão e embarquei no ônibus indicado por um
motorista do Terminal. Cruzes! Ele só não disse que era do outro lado do mundo.
Uma jornada aborrecidíssima. Passamos pelo Carrão, Sapopemba e Vila Formosa até
chegar à Aricanduva. Cheguei a pensar em descer, mas... Voltar? Jamais. Onde eu
ia mesmo? Ao Shopping Aricanduva. O ônibus para em frente. É imenso e
diferente, porém, já não tenho o mínimo interesse. Escolho uma entrada e
caminho pelos corredores que têm as mesmas lojas de todos os outros, mas pouca
gente apesar de ser dezembro. Olho a hora e penso que voltar ao Carrão está
fora de meus planos e lembro-me do Parque D. Pedro II. Descuro onde pegar um ônibus
para lá. No ponto, encontro até Papai Noel. Em cinco minutos o bus
aparece. Lotado. Um senhor me cede o lugar. Minhas esperanças de que o caminho
fosse curto duram pouco. Nada dos confortos dos ônibus da Zona Sul. Nada de ar
condicionado e o motor faz um barulhão. Meia hora depois achei que estava na
Avenida Celso Garcia e quando respiro aliviada vejo a placa “Avenida Aricanduva”.
Ainda??? Minutos depois alcançamos a tão esperada Avenida Celso Garcia, mas
nenhum dos passageiros contava com o poste em que o ônibus bate. Nenhum ferido.
O motorista desce, vai conferir, volta e manda todo mundo descer. Ninguém
reclama. Sol escaldante. Vou verificar os fatos: a porta teve
os vidros estilhaçados. Como? Acreditem: os postes estão fora de prumo, inclinados
para a rua e quando a porta do ônibus se abriu bateu em um deles (ou nos dois).
Mudamos para outro ônibus. Termino a viagem sentada confortavelmente na frente.
3 – Como hoje não choveu, achei uma boa ideia aproveitar para conhecer o parque Piqueri, o que venho planejando há quase dois meses, e o caminho melhor é pela Avenida Celso Garcia. Quando cheguei ao Terminal D. Pedro II, fui informada da paralisação dos ônibus por causa de um protesto que bloqueou o Terminal por volta do meio-dia. Oh! Céus! Mudei meus planos😔.
Acabo
de ler no UOL que o “Sindmotoristas, sindicato que representa os trabalhadores
do setor, declarou que não havia nenhum indicativo de greve e que o ato foi
promovido por integrantes de uma chapa de oposição. O sindicato repudiou a ação
e acusou os manifestantes de tentarem tumultuar o processo eleitoral da
entidade”.


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