domingo, 14 de junho de 2026

UM FILME EMOCIONANTE

 

Mont

A II Guerra acabou, mas restaram a destruição das cidades e multidões de pessoas desamparadas, sem casa, alimentação e o básico para sobreviver. E milhares de crianças órfãs, perdidas ou abandonadas vagando pela Europa numa paisagem devastada, lutando pela sobrevivência. São estas crianças o tema do filme de Fred Zinnemann “Perdidos na Tormenta” (“The Search”), produção suíço-americana de 1948. Um filme que consegue mostrar a tragédia das guerras com muita sensibilidade. Uma família é destruída quando é levada para um campo de concentração: a mulher perde o marido e a filha adolescente e é separada do filho menor. Quando a guerra termina, a mãe inicia a busca do filho; enquanto o garoto, ainda aterrorizado com a guerra, procura a mãe pela Alemanha devastada. As cenas externas foram feitas nas ruinas de Berlim e as interiores, na Suíça.

No elenco, Montgomery Clift (1920-1968), Aline MacMahon (1899-1991), Wendell Corey (1914-1968) e o pequeno Ivan Jandl (1937-1987), natural de Praga, Checoslováquia (atual República Checa.) O filme de venceu o Oscar de 1949, na categoria de Melhor História Original, e o Ivan Jandl ganhou um prêmio especial. Montgomery Clift foi indicado para o Oscar de melhor ator.

O filme de estreia de Montgomery Clift foi “Rio Bravo”, mas “The Search” acabou sendo lançado antes. Na minha opinião, o título em português foi muito infeliz. Quase não assisti ao filme porque achei que seria algum drama sobre tormenta meteorológica. O título poderia ter sido traduzido – A Busca.

Está disponível na plataforma Cinema Livre para assinantes.


sábado, 6 de junho de 2026

FINAL DA BUSCA DE ESCADARIAS

NÃO! MAIS ESCADAS? Praça Ramos de Azevedo.


A região da Avenida Paulista também tem o que mostrar em matéria de escadas: as escadarias do mirante sobre o Túnel da Avenida Nove de Julho. Após décadas de abandono em 2015, após uma parceria público-privada, tornou-se um espaço multicultural com música, shows e restaurante, uma boa ideia que durou pouco. A pandemia e o roubo dos equipamentos da empresa acabaram com o empreendimento. No momento, o espaço encontra-se abandonado. O túnel, inaugurado em 1938, foi o primeiro a ser construído em São Paulo e liga o Centro à Zona Sul da cidade. Não se enganem, a avenida começa na Praça da Bandeira e prossegue até a Rua Amauri, no Itaim. São pouco mais de seis quilômetros.

Já o Viaduto Nove de Julho, concluído em 1947, une a Avenida São Luís com a Rua Cel. Xavier de Toledo, no Centro, e oferece uma bonita vista da cidade. As escadas laterais estão em boas condições e costumam estar limpas. 

Túneis da Avenida Nove de Julho. Atualmente em reforma.


Mirante do Viaduto Nove de Julho. Fechado.

A escadaria vista do Viaduto Professor Bernardino Tranchesi. Foto: Nilton Tuna.


Escadaria lateral de acesso à Avenida Nove de Julho.

Uma boa surpresa foram as escadas da Rua Joaquim Antunes em Pinheiros que conduzem à Rua Teodoro Sampaio. A associação de amigos da rua fez um jardim ao pé da escada, azulejou os degraus e enfeitou os muros – há até poesia. 


Ainda em Pinheiros, a Rua Alves Guimarães, por exemplo, é interrompida por escadaria de acesso à Avenida Paulo VI e continua do outro lado.

Mas havia esquecido da Igreja do Calvário (Rua Cardeal Arcoverde) em cuja frente há duas escadarias que levam os devotos à igreja que este ano comemora cem anos.

Igreja do Calvário.


Escadarias de acesso aos fundos do prédio da Câmara Municipal 
com a letra do Hino à República.

E aqui termino essa jornada em busca de escadas. Há muito mais – ao longo das avenidas Vinte e Três de Maio e Sumaré. Meus agradecimentos ao amigo Nilton que me ciceroneou pelo Mirante da Nove de Julho, um espaço nobre que precisa ser revitalizado. Encontrei muita gente no caminho que me ajudou a encontrar as escadarias mais escondidas.