domingo, 9 de outubro de 2016

DOMINGO BEM-HUMORADO

FLAGRANTE DELITO: D. Pedro I vivia atrás de rabos de saia. Certa noite no teatro assistiu a um espetáculo que tinha no elenco uma cigana de beleza rara. O príncipe se empolgou a ponto de persegui-la pelas ruas do Rio de Janeiro até o Largo do Rocio, onde a moça morava e, impetuosamente, entrou na casa dela e... Surpresa! A sala estava repleta de artistas e a mesa posta para a comemoração de um aniversário. A ilustre e inesperada visita deixou todos encantados com o prestigio do aniversariante, sem contar que iriam se sentar à mesa com o imperador! Infelizmente, a matéria da Revista de História da Biblioteca Nacional não conta como foi que o imperador se saiu da saia justa! 

Jean-Baptiste Debret
ABAIXO A MELANCIA – O tifo e a febre amarela grassavam pelo país e o medo das epidemias gerou muitas atitudes insólitas pelas cidades brasileiras. Um exemplo: em 1894 as autoridades da cidade de Rio Claro (SP) proibiram não apenas o consumo, mas erradicaram a melancia nos limites da cidade.  A lei existiu por quase um século, pois só se lembraram de revogá-la apenas em 1991!
 PROMESSA PARA VALER – Foi também o medo da terrível peste negra que levou, em 1634, a população da cidade de Oberammergau (Alemanha) prometer encenar a Paixão de Cristo a cada dez anos caso fosse poupada da epidemia que assolava a Europa. Promessa é divida e a encenação tornou-se uma tradição, quebrada apenas em duas ocasiões – uma no século XVIII e outra durante a II Guerra Mundial.  A próxima encenação será em 2020..

AVE, MARIA! – Frei José ao terminar de celebrar a missa, na Igreja do Carmo no Rio de Janeiro, pediu para os fiéis rezarem uma Ave Maria para a mulher do bispo que estava em trabalho de parto. Ato falho? O fato, que remonta aos tempos coloniais, foi narrado pelo cronista Luís Edmundo em “O Rio de Janeiro nos Tempos dos vice-reis”.

NEGLIGÊNCIA SANITÁRIA – O historiador, etnógrafo e linguista cearense João Capistrano de Abreu (1853-1927) viveu e trabalhou no Rio de Janeiro. Capistrano tinha fama de não cuidar da aparência e as más línguas o acusavam de negligência sanitária, eufemismo usado para falta de higiene mesmo. Logo surgiram histórias folclóricas em torno do intelectual, como a do terno que ele teria usado durante 12 anos sem lavá-lo até que resolveu mandá-lo para a lavanderia. Dias depois recebeu um pequeno pacote cujo conteúdo era o que resistira à lavagem – os botões. Quanta maldade! Capistrano de Abreu foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, mas recusou-se a tomar posse.


Fonte: “Revista de História da Biblioteca Nacional” e na revista “Nossa História”.