domingo, 3 de janeiro de 2016

A AÇÃO DIFERE DO DISCURSO
Quando repórteres perguntam a populares, celebridades e políticos sobre os problemas ambientais, todos dizem que é preciso salvar o planeta. Diante das declarações de amor à natureza de todos resta a pergunta: quem deixou 142 toneladas de detritos na faixa de areia em Santos (SP) entre o emissário submarino e o canal 7 e as assustadoras 363 toneladas de lixo que cobriram somente a praia de Copacabana neste réveillon – na orla toda do Rio de Janeiro o total foi de 645 toneladas?
Em Santos houve aumento da quantidade de lixo: 18 toneladas a mais do que no ano passado, enquanto no Rio foram 14 toneladas a mais. E o mais incrível é que os responsáveis comemoram a redução de garrafas jogadas fora graças a campanhas (Santos) e no Rio festejou-se o fato de ter aumentado a quantidade lixo reciclável depositado em tendas de recolhimento montadas na praia.  
É lamentável que as pessoas se comportem dessa maneira em pleno século XXI. Em uma entrevista um “porcalhão” pego em flagrante diz ao jornalista que joga mesmo o lixo no chão porque o gari virá logo limpar. Quanta consideração pelo trabalhador cuja tarefa seria menos desgastante se todos colaborassem com a limpeza! A questão é que por mais que se limpe a praia muita coisa ficará perdida na areia causando danos à fauna e mesmo a esse bicho horrível que é o Homem nada sapiens. O “porcalhão”, que disse ser operador de marketing, precisa saber que o planeta não se sustentará sem a prática cotidiana de pequenos gestos que diminuem o impacto do lixo sobre a natureza.

Ser elegante e ter charme deve inclui levar uma sacola de lixo para a praia, shows e passeios e usá-la e descartá-la adequadamente. 

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