quarta-feira, 3 de maio de 2017

PLANETA DAS GALINHAS
       A população da Terra já ultrapassou os sete bilhões de pessoas e chegamos a tal número graças à agropecuária, a atividade mais antiga da humanidade. Quando o homem domesticou as plantas e os animais há mais de dez mil anos, conseguiu prolongar a vida da espécie e criar condições para construir um mundo novo cheio de ferramentas, signos e valores. Se esse mundo é bom ou mau, não vem ao caso.
O homem espalhou-se pelo planeta levando em sua jornada porcos, ovelhas, galinhas entre outros animais que foi domesticando, aprimorando a criação e ao longo dos séculos inventando tecnologias para comercialização das carnes de forma que pudesse atender um número de consumidores cada vez maior. Se isso deu certo? Alguns números atuais bastam: em 2016 contabilizavam-se no mundo um bilhão de ovelhas, um bilhão de porcos e mais de um bilhão de cabeças de gado.  O que surpreende mesmo é a quantidade de galinhas: 25 bilhões! O que representa mais de três aves para cada ser humano do planeta.
A galinha (Gallus gallus domesticus) tem origem asiática. Já era domesticada na China em 1.400 a.C. A ave é uma das fontes mais baratas de proteína; ela é onívora (come sementes e pequenos invertebrados) e a criação é simples, o que explica o fato de que na África 90% das casas têm galinheiros. Uma galinha selvagem vive em torno de 7 a 12 anos; quanto às domesticadas, depende da fome do dono, mas no caso dos frigoríficos, elas vivem bem pouco.

Se alguém acha que galinha é pouco inteligente, engana-se. Um estudo sobre os galináceos, realizado pelas cientistas comportamentais Lori Marino e Christina M. Colvin, indicou que “as capacidades cognitivas e emocionais das aves lhes permitiriam perceber tanto quanto crianças pequenas, primatas ou certos pássaros geralmente considerados muito mais inteligentes”, segundo reportagem da DeutscheWelle, de janeiro deste ano, divulgada pelo UOL Notícias.  

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