Situada na Zona Oeste da
cidade, a Capela do Morumbi tem uma história bem interessante e, para começo de
conversa, não há indícios de que tenha sido uma capela e o que se vê hoje é uma
reconstrução de ruínas encontradas na área da antiga Fazenda do Morumby, que
teve vários proprietários. Um deles foi Rudge Ramos, um inglês que chegou ao
Brasil junto com a Família Real em 1808. Ele adquiriu a fazenda para o cultivo
do chá, bebida muito apreciada pelo Regente D. João.
O loteamento da área ainda
rural ocorreu na década de 1940 pela Companhia Imobiliária Morumby, onde a sede
da fazenda e as ruínas não identificadas numa elevação do terreno,
ambas em taipa de pilão, ainda resistiam.
As ruínas se tornaram um
quebra-cabeça para a imobiliária, pois havia muitas interpretações sobre
suas origens, que variavam de uma capela dedicada a São Sebastião dos Escravos
até uma capela do cemitério particular da fazenda. Que tal valorizar a
área? A empresa contratou o arquiteto modernista Gregori Warchavchik (1896
–1972) para fazer a reconstrução das ruínas e ele optou por
usar os remanescentes da construção de taipa de pilão para fazer uma capela, que
completou com alvenaria de tijolos. Warchavchik convidou a pintora
Lúcia Suanê (1922-2020) para fazer um afresco nas paredes do que seria o
batistério.
Em 1975, a Cia. Imobiliária
Morumby transferiu para a Prefeitura de São Paulo os terrenos remanescentes do
loteamento e a Capela do Morumbi que, depois de passar por algumas obras, foi
aberta à visitação em 1980.
A sede da Fazenda e a Capela foram tombadas pelo CONPRESP
em 2005. A capela, que faz parte do acervo do Museu da Cidade de São Paulo, destina-se
a exposições de arte contemporânea; enquanto a casa, uma propriedade particular,
é usada para eventos sociais e corporativos.
Capela do Morumbi - Avenida Morumbi, 5.537. Visitas de terça-feira
a domingo, das 9 às 17 horas. Não tem estacionamento. O acesso é por escadas.
Casa da Fazenda: Avenida Morumbi, 5594. Propriedade
privada.
Linha 4 Amarela do Metro. Estação Butantã. Ônibus: Água Espraiada.
A cena do batismo de Cristo idealizada por Lúcia Suanê, artista pernambucana.





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