O distrito do Butantã tem cerca de dezesseis
bairros e um deles é o Caxingui onde se encontra a Casa do Sertanista Casa do
Sertanista em meio a uma ampla praça arborizada. A construção do século XVII em
taipa de pilão, telhado de quatro águas, cômodos interligados à sala e alpendre
nos fundos – as características das casas bandeiristas de acordo com os
pesquisadores. Um detalhe importante é a proximidade da margem direita do
córrego Pirajuçara, o que permitia a locomoção fluvial dos moradores.
Não há registro dos primeiros proprietários, porém,
o mais antigo de quem se tem informação foi Belchior de Pontes. No final do
século dezenove, o sítio pertencia à família Beu, que o vendeu à família
Penteado de quem a Companhia City de Melhoramentos comprou. Em 1958 a City doou
o imóvel para a Prefeitura de São Paulo, que em 1966 providenciou o restauro da
casa. O tombamento aconteceu em 1983, pelo CONDEPHAAT
e em 1991 pelo CONPRESP.
A Casa teve vários usos. Em 1970 abrigou o Museu Sertanista dedicado à cultura indígena, mas fechou em 1987 para obras de restauro, reabrindo em 1989 como Núcleo de Cultura Indígena, que também durou pouco, pois em 2007 reabriu como Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima, até 2007. Após mais uma obra de restauro, a Casa do Sertanista foi incluída no acervo do Museu da Cidade tornando-se um espaço de Educação Patrimonial e história da cidade de São Paulo.
CASA DO SERTANISTA – Praça Ênio Barbato,
Caxingui, Zona Oeste.
Linha 4 Amarela, Estação Morumbi. Funciona de
terça-feira a domingo das 9h às 17h.





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