Final da tarde de outono chuvosa. Uma
tarde que combina com um chá. Preto, naturalmente. Lembro-me de uma reportagem
que fiz há muitos anos sobre a Cerimônia do Chá; comprei já neste século
"O Livro do Chá", de Kakuzo Okakura, e no início deste ano, visitei
uma exposição em que havia a reprodução de um espaço doméstico para o preparo
do chá. Anos de teoria, mas recentemente assisti a “Every day a good day”
(direção de Tatsushi Omori, 2018) sobre uma jovem aluna da sra. Takeda, que dá
aulas sobre a cerimônia do chá. Gostei demais e fui em busca do livro para
exprimir o que se pode observar em cada cena do filme.
“O chá é uma obra de arte e necessita de uma mão magistral para revelar suas qualidades mais nobres. [...] Cada preparo das folhas tem sua individualidade, sua afinidade específica com a água e o calor, memórias hereditárias a relembrar, e seu próprio método de contar uma história. [...] Lichihlai, um poeta da dinastia Sung, observou com tristeza que havia três coisas deploráveis no mundo: estragar jovens promissores em decorrência de uma educação incorreta, degradar pinturas de qualidade pela admiração vulgar e desperdiçar totalmente um bom chá por manipulação incompetente.”


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