segunda-feira, 18 de maio de 2026

GALGANDO ESCADAS

 PARTE 2

Escadas são um desafio para pessoas idosas e com problemas de locomoção (e preguiçosos em geral). Você vai caminhando e de repente encontra uma escadaria desafiadora – eu confesso que prefiro escadas a passarelas como as que existem no Parque D. Pedro II e na Praça da Bandeira. As ruas e avenidas de São Paulo têm inúmeras escadarias de vários tipos e estilos, que registram os desníveis topográficos da cidade. Elas também têm história. Minha caminhada em busca dessas escadas começou pelo Centro.

Dos fundos do Pátio do Colégio é possível observar lá embaixo a Várzea do Tamanduateí cujo acesso pode ser pelas escadarias do Beco do Pinto (século XIX) entre as Casas da Imagem e da Marquesa de Santos. Essa escadaria histórica liga as Ruas Roberto Simonsen e Bitencourt Rodrigues. O nome do beco refere-se ao primeiro proprietário da casa que a Marquesa comprou anos depois – o Brigadeiro José Joaquim Pinto de Moraes Leme. 

O desnível entre a Rua Boa Vista e o Parque D. Pedro II varia entre 12m e 25m, mas o acesso é feito pelas Ladeiras General Carneiro ou Porto Geral. Nada de escadas.

Na Rua Líbero Badaró há duas escadarias para o Vale do Anhangabaú – uma é sequência da Rua Dr. Miguel Couto e a outra tem um charme especial no final – onde há uma escultura em homenagem ao maestro italiano Giuseppe Verdi (1813-1901), de autoria de Amadeo Zani. A obra é de 1948.

Depois de atravessar o Viaduto do Chá, na Praça Ramos de Azevedo, encontra-se a mais bonita escadaria da cidade que conduz à Esplanada do Teatro Municipal – espaço do Monumento a Carlos Gomes, obra do escultor Luiz Brizollara. O conjunto escultórico executado na Itália é formado por personagens das óperas mais importantes de Carlos Gomes.

Há ainda a escadaria na lateral do Viaduto do Chá no início da Rua Coronel Xavier de Toledo. Mais adiante, ao lado da Estação Anhangabaú do Metrô e em frente à Rua Sete de Abril, estão as escadarias da Ladeira da Memória, onde se encontram um obelisco e um chafariz implantados no início do século XIX; em 1919, o largo foi reformado para os festejos do centenário da Independência: ganhou um pórtico de azulejos e um novo chafariz. Pena que esteja pichado. Um bom caminho para quem se dirige à Praça da Bandeira.

Continua.😎

Beco do Pinto.


Beco do Pinto.



Esplanada da Praça Ramos de Azevedo.

Escadas ao lado do Viaduto. À direita, Shopping Light.

Ladeira da Memória.


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