domingo, 17 de maio de 2026

ESCADARIAS PAULISTANAS

 Parte I

 “Subir escadas faz bem para saúde”, dizem fisioterapeutas e minha professora de ginástica. Do lado do prédio em que moro há uma escadaria com cem degraus sem corrimão. No auge da pandemia, idosos da vizinhança faziam exercícios galgando os degraus munidos de máscara e garrafinha d’água. Felizmente, há uma segunda opção mais adiante em zigue-zague e no meio da ladeira devidamente munida de corrimãos. Ela é o início da Rua Batista Cepelos. Mais adiante, mais uma escadaria – ligando as Ruas do Paraíso e Armando Ferrentini. E, por fim, a mais bonita, embora toda pichada: a da Praça Jorge Cury com um belvedere na Rua Alabastro com vista para o Parque da Aclimação. O conjunto data de 1950 e foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1986.

          Há uma escadaria de acesso à Rua Paes de Andrade na Avenida Turmalina, porém, é fechada.

        Caminhando um pouco mais, chegamos à Rua Nossa Senhora de Lourdes, no Cambuci, onde se encontra a igreja de N. Sra. da Glória com dois lances de escadas que somam quase 90 degraus – desde a Rua Lavapés, cruzando a Praça Hélio Ansaldo e terminando em frente ao santuário. Esta igreja de 1893 faz parte da história paulista: foi bombardeada durante o levante tenentista de 1924 que ocorreu entre 5 e 28 de julho.  Continua.😀

        FOTOS: escadas da Rua Topázio para a Paraíso e da Praça Profª Maria Thereza Martins Chaibub.



Escadaria em ziguezague da Rua Batista Cepelos.


Mirante das escadarias da Aclimação.

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