Parte I
“Subir
escadas faz bem para saúde”, dizem fisioterapeutas e minha professora de
ginástica. Do lado do prédio em que moro há uma escadaria com cem degraus sem
corrimão. No auge da pandemia, idosos da vizinhança faziam exercícios
galgando os degraus munidos de máscara e garrafinha d’água. Felizmente, há uma
segunda opção mais adiante em zigue-zague e no meio da ladeira devidamente
munida de corrimãos. Ela é o início da Rua Batista Cepelos. Mais adiante, mais
uma escadaria – ligando as Ruas do Paraíso e Armando Ferrentini. E, por fim, a mais
bonita, embora toda pichada: a da Praça Jorge Cury com um belvedere na Rua
Alabastro com vista para o Parque da Aclimação. O conjunto data de 1950 e foi
tombado pelo CONDEPHAAT em 1986.
Há uma escadaria de acesso à Rua Paes
de Andrade na Avenida Turmalina, porém, é fechada.
Caminhando
um pouco mais, chegamos à Rua Nossa Senhora de
Lourdes, no Cambuci, onde se encontra a igreja de N. Sra. da Glória com
dois lances de escadas que somam quase 90 degraus – desde a Rua Lavapés, cruzando
a Praça Hélio Ansaldo e terminando em frente ao
santuário. Esta igreja de 1893 faz parte da história paulista: foi bombardeada
durante o levante tenentista de 1924 que ocorreu entre 5 e 28 de julho. Continua.😀
FOTOS: escadas da Rua Topázio para a Paraíso e da Praça Profª Maria Thereza Martins Chaibub.
Escadaria em ziguezague da Rua Batista Cepelos.
Mirante das escadarias da Aclimação.
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