segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

VERÃO. VAMOS À PRAIA.

Peruíbe (rio de tubarões em Tupi) fica a 140 quilômetros da cidade de São Paulo e tem uma história bem movimentada, que começa com a construção da Igreja de São João Batista após a chegada da expedição de Martim Afonso a São Vicente. Em 1549 desembarcou por lá o padre Leonardo Nunes, que os nativos apelidaram de Abarebebê (Padre Voador) porque era incansável em suas idas e vindas pela região. Em 1554, José de Anchieta também passou pela região. Com a expulsão dos jesuítas em 1773, a igreja foi abandonada e hoje é um bem tombado e ponto de turismo.
A emancipação de Itanhaém ocorreu em 1959 e desde 1974 Peruíbe é uma das quinze estâncias balneárias do Estado de São Paulo. O município entrou para a história do ambientalismo brasileiro, quando a sociedade se mobilizou contra a construção de usinas nucleares na praia do Arpoador, na Jureia. Em 1980, o presidente general João Figueiredo assinou o decreto de desapropriação de uma faixa 45 km desde a Praia do Guaraú até a praia do Prelado, com largura variável de 5 a 10 km para construir usinas nucleares. A ironia é que o decreto favoreceu a criação da Estação Ecológica da Jureia-Itatins, que ganhou mais 22 mil hectares. O programa nuclear brasileiro desmoronou por falta de recursos e a sociedade paulista aproveitou para consolidar a preservação da região que é uma das mais belas do Estado de São Paulo. Peruíbe tem sete unidades conservação ambiental que abrangem quase a metade do seu território.
A cidade tem 32 km de praias e as ilhas Queimada Grande, Queimada Pequena; Guaraú, Grande, Boquete e Guararetama, População: 60 mil habitantes.


Em 1905 Benedito Calixto registrou sua passagem pelas Ruínas do Abarebebê. A obra (óleo sobre tela) pertence à coleção particular.  


Fotos: http://www.novomilenio.inf.br/  

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