domingo, 19 de abril de 2026

CAMINHADAS AZUIS DE ABRIL

Abril é um mês azul, mais azul do que os outros meses. Os dias são amenos – nem muito quentes nem muito frios. Um tempo apropriado para se caminhar sem destino, descobrir algumas particularidades da cidade. E não sou a única – hoje aguardava o ônibus para ir ao Centro Histórico quando passou um homem jovem, carregando um saco cheio de latinhas de alumínio, e num repente, olhou o céu, tirou o boné e falou para ninguém: “Que dia lindo!”. Lembrei de Vinicius de Moraes...

Amanhecer. (18/04/2026)

Canteiros da Av. São Luís - nesgas de azul. (10/04/2026)

Domingo azul na Av. São João. (12/04/2026)

Domingo azul na Av. São João. (12/04/2026)

Av. São João. (12/04/2026)


Outro domingo azul. (19/04/2026) 

Edifício Viadutos: um chapeuzinho para dias azuis e outros nem tanto. (19/04/2026)

Meandros urbanos, aproveitando o azul intenso do domingo.(19/04/2026)


Reflexos. Praça Pérola Byington (19/04/2026)

AS CORES DE ABRIL, de Vinicius de Moraes (1913-1980).

As cores de abril
Os ares de anil
O mundo se abriu em flor
E pássaros mil
Nas flores de abril
Voando e fazendo amor

O canto gentil
De quem bem te viu
Num pranto desolador
Não chora, me ouviu
Que as cores de abril
Não querem saber de dor

Olha quanta beleza
Tudo é pura visão
E a natureza transforma a vida em canção

Sou eu, o poeta, quem diz
Vai e canta, meu irmão,
Ser feliz é viver morto de paixão

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