terça-feira, 21 de abril de 2026

O PALACETE DO CARMO

 

Chama-se Palacete do Carmo e seu perímetro é enorme: Ruas Venceslau Brás, Irmã Simpliciana, Roberto Simonsen e Praça Clóvis. Deve ter sido muito bonito e tido seus dias de fasto. É propriedade do Mosteiro de Santa Terezinha de Jesus, conforme esclarece a Arquidiocese de São Paulo em seu site. O mundo mudou e o Palacete foi saindo de moda, ficando esquecido. Nos últimos tempos, eu tinha a impressão de que estava se esfarelando e sempre achei corajosos os donos de veículos que usavam os estacionamentos. O térreo da Venceslau Brás era ocupado por uma modesta quitanda, uma loja que vendia de tudo, mas organização não era o lado forte da casa; seguiam-se uma barbearia e um cabelereiro, um mercadinho proibido para obesos, o restaurante e padaria “Cantinho do Centenário” e na esquina da Rua Irmã Simpliciana, havia um restaurante maior. Do lado desta rua, apenas o muro que protege um espaço que pode ter sido um jardim do palacete. A parte da Praça Clóvis está protegida por uma cerca.

Na Rua Roberto Simonsen, enquanto o estacionamento se esfacelava aos poucos, o destaque era um espaço que fazia carimbos e clichês (será que alguém ainda sabe do que se trata?).

Nas últimas semanas todos mudaram. Alguns colocaram cartazes avisando do novo endereço. Outros, quem sabe?

E assim o véu caiu sobre o prédio que aguarda seu destino.

 

Palacete do Carmo.


Venceslau Brás com Irmã Simpliciana.

Lateral da Rua Roberto Simonsen.

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