Chama-se
Palacete do Carmo e seu perímetro é enorme: Ruas Venceslau Brás, Irmã
Simpliciana, Roberto Simonsen e Praça Clóvis. Deve ter sido muito bonito e tido
seus dias de fasto. É propriedade do Mosteiro de Santa Terezinha de Jesus,
conforme esclarece a Arquidiocese de São Paulo em seu site. O mundo
mudou e o Palacete foi saindo de moda, ficando esquecido. Nos últimos tempos, eu
tinha a impressão de que estava se esfarelando e sempre achei corajosos os
donos de veículos que usavam os estacionamentos. O térreo da Venceslau Brás era
ocupado por uma modesta quitanda, uma loja que vendia de tudo, mas organização
não era o lado forte da casa; seguiam-se uma barbearia e um cabelereiro, um
mercadinho proibido para obesos, o restaurante e padaria “Cantinho do
Centenário” e na esquina da Rua Irmã Simpliciana, havia um restaurante maior. Do
lado desta rua, apenas o muro que protege um espaço que pode ter sido um jardim
do palacete. A parte da Praça Clóvis está protegida por uma cerca.
Na
Rua Roberto Simonsen, enquanto o estacionamento se esfacelava aos poucos, o
destaque era um espaço que fazia carimbos e clichês (será que alguém ainda sabe
do que se trata?).
Nas
últimas semanas todos mudaram. Alguns colocaram cartazes avisando do novo
endereço. Outros, quem sabe?
E
assim o véu caiu sobre o prédio que aguarda seu destino.



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