Quando eu digo que São Paulo é cheia de surpresas, não acreditam. Hoje, conheci o túmulo de Marlene Dietrich.
Fui ao Cemitério da Consolação para conversar com Popó, o responsável pelas visitas guiadas; porém, fiz um caminho diferente: desci na Avenida Angélica e entrei pela portaria da Rua Mato Grosso. Claro que me perdi porque da rua vi o topo do maior mausoléu da América Latina, que pertence à família Matarazzo, e fui lá dar uma olhada (acho que não havia visto ainda). E logo estava indo para lá e para cá observando esses resquícios da vaidade humana. Tive que pedir ajuda ao funcionário que passava soprador de folhas nas alamedas. Popó não estava. Terei que retornar outro dia. Na saída, fui até a Rua Sergipe pegar o ônibus, quando avistei o Cemitério dos Protestantes cuja história conhecia sem tê-lo visitado. Não perdi a oportunidade. Fui entrando. Muito bonito. Simples e pequeno. Sem ostentação. Caminhei observando pelos nomes inscritos nos mausoléus a origem das famílias que formam nossa sociedade. E foi assim que me deparei com Marlene Dietrich – ela nasceu em 1934, quando a atriz alemã, naturalizada estadunidense, já era um imenso sucesso – e faleceu em 2011. A estrela de “O Anjo Azul” nasceu em 1901 em Berlim e faleceu em 1992 em Paris. Espero que esta sra. Marlene Dietrich, que descansa aqui, não tenha passado por situações desagradáveis por ter sido xará da estrela.

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