No dia
7 de setembro as atenções voltam-se para o Alto do Ipiranga, onde o príncipe
regente D. Pedro (1798-1834) proclamou nossa Independência às margens do riacho
do Ipiranga, hoje tão abandonado. Entretanto, o bairro Penha de França, ou apenas
Penha, também teve um papel importante nessa História que aconteceu em
1822 O príncipe e comitiva partiram do
Rio de Janeiro, no dia 14 de agosto, com destino à Província de São Paulo que
vivia uma crise política: em maio daquele ano houve uma revolta de militares e
civis, liderada por Francisco Inácio de Souza Queiroz, que culminara com a
destituição do governo e criara uma situação de instabilidade política.
Foi
uma longa viagem a cavalo e em mulas, com paradas para pernoites até que no dia
24 de agosto, uma sexta-feira, chegou à Penha de França: “A 24 de agosto chegou
o príncipe à povoação da Penha de França, a légua e meia da capital, onde
pernoitou, expedindo daí o decreto que dissolveu o governo provisório, e
ordenou que saíssem obrigatoriamente da capital os principais fomentadores dos
movimentos subversivos (ocorridos entre maio e julho)”.
No
dia seguinte, D. Pedro assistiu missa antes de partir para São Paulo. A entrada
do regente teve caráter oficial – foi recepcionado por vereadores, religiosos e
pelo povo em frente à Igreja da Ordem Terceira de N. Sra. do Carmo (Av. Rangel
Pestana, 230). Foi hospedado pelo coronel Antônio da Silva Prado. Barão de
Iguape, e depois na casa de Manoel Rodrigues Jordão, o brigadeiro Jordão, na
cidade. Ele ficou dez dias em São Paulo em articulações políticas até a partida
para Santos, cidade natal de José Bonifácio de Andrade e Silva, no dia 5 de
setembro. Na volta de Santos, às margens do riacho do Ipiranga, houve o
encontro com o mensageiro Paulo Bregaro, oficial do Tribunal Militar, com as
cartas que definiram o momento da Independência.
Era
7 de setembro de 1822. Um sábado. Na mesma noite, D. Pedro compareceu à Casa da
Ópera que ficava na região do Pátio do Colégio, onde foi aclamado
espontaneamente pela população que lotou o teatro.


Nenhum comentário:
Postar um comentário