sexta-feira, 12 de agosto de 2016


BRINQUEDINHO DIVERTIDO

Os jogos eletrônicos são um sucesso. A tecnologia é fascinante. Especialmente, quando voltada para o bem-estar das populações. Há, entretanto, um viés de caráter duvidoso. Milhões de pessoas enfiam o nariz nos seus gadgets e nem percebem o mundo ao redor. Uma pena! A realidade é sempre mais emocionante do que o mundo digital.
O mundo gira, mas pouca coisa muda. Na era pré-digital a pauliceia desvairada parou para assistir à disputa da final de um Campeonato Paulista de Yo-Yô, promovido pelo jornal Folha da Manhã (avô da Folha de S. Paulo). A competição teve mais de cem inscritos e a organização teve que prolongar o evento, que terminou no dia 27 de agosto de 1933 na Praça da Sé. Uma multidão aplaudiu os finalistas que tiveram até torcida. O vencedor foi Jacy Lage – primeiro campeão da modalidade no país.
Pintura grega em cerâmica.

O ioiô havia desembarcado no Brasil em 1930, na bagagem dos filipinos Regal Concepción e Joe Radulan, campeões mundiais do jogo. Virou mania nacional. O ioiô é tão velho quanto o mundo – era praticado pelos chineses, gregos (500 a.C.) e chegaram à Europa no final da Idade Média. Por essa época era praticado nas Filipinas. Em 1920 foi introduzido nos Estados Unidos pelo filipino Pedro Flores e rapidamente se popularizou. O milionário norte-americano Donald Duncan comprou a patente (sic) e o ioiô tornou-se o brinquedo mais lucrativo da história, segundo o professor da UNICENTRO Hélvio Alexandre Mariano; entretanto o caso foi para os tribunais e o ioiô, felizmente, voltou para o domínio público.
No Brasil, voltou à moda nos anos 1980, quando um refrigerante que trocava tampinhas da marca por um ioiô. Daniel Borges é o atual campeão brasileiro da modalidade. E viva o ioiô!

 




(Fonte: Revista de História da Fundação Biblioteca Nacional, julho, 2007)



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