domingo, 7 de agosto de 2016

VIVA A PETECA

A cidade do Rio de Janeiro se empetecou toda por causa da realização dos jogos olímpicos, mas infelizmente nenhuma disputa extraoficial de peteca está prevista na programação da cidade maravilhosa. Uma pena. O esporte genuinamente brasileiro, praticado pelos silvícolas quando os portugueses por aqui chegaram em 1500, tem importantes atletas não só no Brasil, mas na França e no Reino Unido.
O Houaiss ensina que a palavra Tupi significa “bater com a palma da mão”. E foi assim que a peteca chegou ao século XXI firme e forte sem perder as características originais. O Brasil participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos em 1920 e, quando a delegação brasileira desembarcou em Antuérpia (Bélgica) para a V Olimpíada levava na bagagem petecas para aquecimento dos atletas. O brinquedo despertou a curiosidade na vila Olímpica e o chefe da delegação nacional, José Maria Castelo Branco, se viu em apuros quando os finlandeses insistiram em saber as regras daquele jogo.
Demorou um pouco para se definirem regras e se estabelecer o formato da peteca, formalizando o jogo cuja prática descontraída era bastante popular no país, especialmente em Belo Horizonte (MG). Não é de estranhar que Minas Gerais seja responsável pela organização do jogo em 1973 e foi por lá que também surgiram as primeiras quadras e os primeiros campeonatos entre diversos clubes de Belo Horizonte. Em 1975 foi criada a Federação Mineira de Peteca e o esporte foi oficializado em 17 de agosto de 1985 pelo Plenário do Conselho Nacional de Desporto e o primeiro campeonato brasileiro de peteca aconteceu em 1987.
Aos poucos a peteca vai ganhando o mundo. Joga-se peteca em Portugal, Estados Unidos, Rússia, China, Japão Suíça, Holanda, França, Estônia, Lituânia, Paraguai, Chile, Bolívia e Argentina.

Se a peteca não está entre os esportes olímpicos, apesar de sua antiguidade, nem por isso vamos deixar a peteca cair.


Peteca oficial.



(Michaelis: empetecar – enfeitar exageradamente.)