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Assisti a muitos dos filmes dele e gosto muito.
Um homem estranho que sabia muito bem como perpetrar um crime e deixar o
público arrepiado e ao mesmo tempo louco para saber como resolvê-lo. Baixinho
(1m65) e, usualmente, 50 quilos acima do peso. Só usava ternos pretos e todos
iguais.
Foi um diretor que não se contentava em ser
reconhecido por sua obra atrás das câmeras. Quase sempre dava um jeito de
aparecer nos filmes entre os figurantes – mistério a mais para o espectador
ficar atento para localizá-lo. Às vezes era bem fácil, como em “Intriga
Internacional”.
Ruy Castro conta que para caracterizar a falecida mãe de Baker
(“Psicose”),
Hitchcock consultou legistas para saber como se pareceria “uma mulher de
meia-idade morta, embalsamada, enterrada por dois meses, desenterrada e
conservada em um porão” por uma década. Só depois de bem informado, mandou
moldar a face do cadáver.
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"Ladrão de Casaca": Grace Kelly e Cary Grant. |
Bonecos horripilantes à parte, parece que
Hitchcock preferia as mulheres loiras (falsas ou verdadeiras), algumas bem sem
graça como Tippi Hedren (1930) e outras deslumbrantes como Grace Kelly
(1929-1982) e Kim Novak (1933). Grace Kelly estrelou três dos meus filmes
favoritos: “Disque M para Matar”, “Janela Indiscreta” e “Ladrão de Casaca”. Em
1956 foi a vez de Doris Day (1922) em “O Homem que sabia demais” e,
naturalmente, ela canta. A música "Whatever
Will Be" (“Que sera sera”) ganhou o Oscar de Melhor Canção de 1956. Em
“Um corpo que cai”, Kim Novak foi a loira da vez. Tippi Hedren estrelou o
clássico “Os Pássaros” e “Marnie, confissões de uma ladra”.
Deixando as loiras de lado, há outros
filmes que valem a pena assistir: “O Terceiro Tiro” (1951), “Pacto Sinistro”
(1951), refilmado várias vezes, e “Festim Diabólico” (1948). Não esqueci
“Rebecca” (1940), que teve onze indicações para Oscar e conquistou dois,
inclusive de melhor filme. Eu particularmente não gosto. Enfim, Hitchcock
é sempre um ótimo programa.
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