Parece que o Inverno retornou. Hoje, um dia frio e gostoso. Bom para usar notas para escrever sobre curiosidades anotadas nos caminhos.
Nos semáforos há quase sempre pessoas que aproveitam para ganhar um dinheirinho – fazem malabarismo, vendem docinhos (cuja origem é um mistério) a preço de banana, como se dizia antigamente, porque agora a banana já subiu de patamar, panos de prato entre outras coisas. Pedestres como eu, entretanto, têm que se distrair com alguma coisa enquanto aguardam a luz verde. Foi assim que da Praça João Mendes notei os três magrinhos perdidos na paisagem do Centro Histórico de São Paulo. Devem ficar na Liberdade... Verde! Antes de atravessar sempre é recomendável olhar para não ser surpreendido por algum motoqueiro desvairado😊
Estava na estação Sé, quando vi a vitrine ao lado do setor de “Achados e Perdidos”, que passou por uma reforma recentemente. Criaram um museu com os objetos esquecidos por passageiros no percurso de viagens. A vitrine dá uma boa ideia do que esse povo distraído deixa nos vagões e estações. Lá estão um sombrero, uma ampulheta (lembrei-me do rapaz da USP que não sabia ver horas), duas dentaduras, a miniatura de uma antiga bomba de gasolina, um leque e um lindo elefantinho. O último item é uma prótese de perna mecânica!
Outro dia saí da estação Ipiranga de trem num lugar incomum. Parei na tentativa de descobrir que direção tomar. Rua Ilha Sergipe, onde à esquerda há um viaduto, que deve ser o Pacheco Chaves, e concluí de que não era este o caminho. Pequenas casas coloridas, outras inacabadas e um pequeno comércio popular movimentado. Uma favela. Segui o povo e para minha surpresa o caminho é cortado por uma via férrea. A placa não me deixou dúvida, mas fui perguntar se ainda passava trem por lá. Sim, passa. Nada de porteira. O jeito é ficar de ouvido atento. Enfim, cheguei à Avenida Henry Ford.




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