domingo, 16 de agosto de 2026

RUA ROBERTO SIMONSEN

 

Rua Roberto Simonsen, 97. Por fora, o casarão centenário está em boas condições, mas por dentro encontra-se bastante danificado. Chocante mesmo é a destruição do elevador pantográfico. A boa notícia é que se transformará em um espaço cultural e o cartão de visitas é a exposição “Apocalipse”, que reúne obras do artista plástico paulistano Alex Fleming, que pode ser visitada até o final deste mês.

A Rua Roberto Simonsen, uma das mais antigas de São Paulo, é pequena – começa na Praça da Sé e termina no Pátio do Colégio. Cerca de 150 metros. Repleta de história e coisas pitorescas. Ela teve outros nomes: primeiro foi Rua de Santa Teresa por causa da casa de “Recolhimento de Santa Teresa”, construída em 1685 para abrigar moças. Em 1865, um vereador sugeriu que se alterasse o nome para Rua do Carmo, desta vez a causa era a Igreja do Carmo, pois naquela época a rua tinha ouro traçado. Em 1948, foi escolhida para homenagear o santista Roberto Simonsen (1889-1948), engenheiro, industrial, administrador, professor, historiador e político. Entre outras realizações, ele foi criador do Centro das Indústrias, atual FIESP.

A Casa nº 1 ou Casa da Imagem e Casa da Marquesa de Santos (1797-1867) são separadas pelo Beco do Pinto, uma escadaria de acesso à Rua Bitencourt Rodrigues que nos velhos tempos era o caminho feito pelos escravos para levar o lixo para despejo no rio Tamanduateí, logo adiante.  

Do outro lado morou Dutra Rodrigues (1844-188), presidente da Província (governador do Estado) de São Paulo, que ali recebeu a visita do Imperador D. Pedro II. O prédio foi restaurado e nele atualmente funciona o Restaurante Cama e Café, que também tem um programa cultural movimentado – saraus, exposições e shows. Na esquina com o Pátio do Colégio, outro restaurante: o Pateo Cuccina (nº 122). Nem precisa dizer que a comida italiana é especialidade da casa.

Vários sobrados antigos e em decadência têm o piso inferior usado como estacionamentos. Um deles destina-se a motos e tem um charme especial – um lustre pendente muito bonito. Na entrada de um dos estacionamentos, há um minúsculo café muito simpático – dois bancos dentro.

Este ano o Palacete do Carmo, que ocupa quase uma quadra (com um dos lados na Rua Roberto Simonsen) e se encontra em estado deplorável, foi desocupado para restauro. A construção é dos anos vinte do século passado.

Rua pequena, mas com trânsito intenso, especialmente, ônibus e trólebus que se dirigem ao Pátio do Colégio ou que transitam entre a Avenida Rangel Pestana e o Parque D. Pedro II.

O trabalho do rapaz é atrair carros para o estacionamento – ou seja – ele fica no meio da rua e indica a entrada para os motoristas. Parece que não, mas cansa.

Nenhum comentário: