sábado, 18 de outubro de 2025
CAMINHANDO POR AÍ
sexta-feira, 17 de outubro de 2025
PRAÇA FRANKLIN ROOSEVELT
Conheci
a Praça Roosevelt, que já não era agradável, em 1982, quando mudei para São
Paulo e comecei a frequentar a Biblioteca Circulante da Mário de Andrade. Além
da Circulante, lembro que havia uma escola infantil, uma loja Pão de Açúcar e
uma floricultura. Meu caminho incluía os programas do Biju, ainda um cinema que
exibia filmes de arte, e o Teatro Cultura Artística na Rua Nestor Pestana. A
história da praça, que já se chamou Consolação, está ligada à Dona Veridiana
Prado, cujas terras abrangiam uma extensa área daquela região e foi loteada no
final do século XIX. Nas imediações da Rua Nestor Pestana a família Prado
construiu o Velódromo, que divulgou um esporte estrangeiro praticado entre os
ricos que podiam importar bicicletas; porém, a moda durou pouco porque outro
esporte estrangeiro ocupou o espaço, mas dessa vez conquistou o grande público:
o football.
Na
época da construção da igreja da Consolação, 1910, ali se realizavam feiras no
final de semana e havia também um grande estacionamento. A Praça já se chamou
Consolação e Guianas até que em 1947 recebeu o nome do presidente
norte-americano Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), que faleceu dias antes do
término da II Guerra na Europa (no Japão, acabou em agosto de 1945). Se a praça
nunca agradou a gregos e troianos do ponto de vista estético e urbanístico, atualmente
ainda balança o coração dos velhos boêmios que frequentaram o bar e restaurante
Baiúca – reduto de Johnny Alf, Zimbo Trio entre outros grandes nomes da MPB, e
o Djalma’s Bar, onde Elis Regina fez seu primeiro show em São Paulo, e outros grandes
artistas se apresentaram.
A
velha e boa Roosevelt passou por várias transformações até chegar ao formato
atual. Confesso que não gosto do resultado da última reforma que fizeram na praça.
Sem graça. Concreto em abundância. Sonho de skatistas. Eu, porém, não vivo no
entorno. Uma moradora que passeia com seu cãozinho me conta que o resultado foi
muito bom: “A praça se tornou um lugar familiar”, segundo ela, pois há
policiamento 24 horas por dia e as pessoas podem sair de casa com tranquilidade
para passear, tomar sol ou fazer compras". Ela faz uma ressalva: se as noites
são calmas e agradáveis de segunda à quinta-feira, o alvoroço acontece nas
noites de sexta, sábado e domingo.
A caminhada que fiz numa noite de
quinta-feira, confirmou a tranquilidade do lugar. E para quem quer saber, no lado
par da Praça encontram-se entre outros o Espaço Parlapatões, Satyros Bijou –
Espaço Patrícia Pilar, o bar Pick your beer... Enfim, melhor ir e conferir.
Do
outro lado da Praça encontra-se a Escola Caetano de Campos (Rua João Guimaraes
Rosa, 111). A Escola Estadual de
Ensino Fundamental e Médio (EEEFM), cuja origem foi na Praça da
República, foi transferida em 2003 para a Rua Pires da Mota, 99, na Aclimação. O
prédio da República, obra do Escritório Ramos de Azevedo e inaugurada em 1894, é
a sede da Secretaria Estadual de Educação, e está passando por obras de restauração.
DAMA FANTASMA
Embora não creia em assombração,
gosto de filmes de ou com fantasmas. Procurando o que ver, chamou-me atenção “A
Dama Fantasma” (1944), com Ella Raines e Franchot Tones, e dirigido por Robert
Siodmak (1900-1973), um cineasta americano de origem alemã que se destacou e
fez sucesso nos anos de 1940 com filmes noir. Três ilustres desconhecidos para
mim, mas eis que o quarto nome da lista foi uma grande surpresa: Aurora
Miranda, a irmã de Carmen Miranda para quem não sabe. Resolvi assistir ao filme
e, sinceramente, não achei lá grande coisa. A história é bem fraca: um homem
casado entra num bar e convida uma estranha, mulher muito bonita e que usa um
chapéu exótico, para beber, mais tarde vão a um show, em que a estrela é Aurora
Miranda.
Ele se despede de desconhecida, que se recusa a dizer o nome e, quando
ele chega apartamento, encontra a esposa morta. Nas investigações que se
seguem, ele é o único suspeito. Levado a julgamento, é condenado à morte. O
resto é infindável. Aurora imita Carmen – nas roupas e nos trejeitos, claro que
faz papel de uma cantora sul-americana, Estela Monteiro, e encaixa em suas
falas algumas palavras em Português.
O ator Elisha Cook Jr. (1903-1995) interpreta um baterista e tem uma
participação muito boa no filme. Ele foi um ator que trabalhou em grandes
filmes (“O Falcão Maltês”, “Big Sleepy”, “Shane”, “O Bebê de Rosamary” entre
tantos outros), quase sempre como um suspeito ou culpado mesmo e quase sempre
morre no fim.
Ilustrações: Cartaz do filme, Aurora Miranda e Elisha Cook Jr.
Filme assistido no CANAL LIVRE.
domingo, 12 de outubro de 2025
HORA DO CAFÉ
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
UM FALCÃO NA ESTAÇÃO D. PEDRO II
Toda cidade oferece surpresas, boas ou más, aos seus moradores
e visitantes. São Paulo não é diferente. Hoje, por exemplo, fui resolver um
problema lá pelos lados da Várzea do Carmo e na volta peguei um ônibus até a
Estação D. Pedro II do metrô. Quando subi as escadas notei que a passarinhada
estava toda alvoroçada cantando. É primavera. Ainda dei uma espiada para tentar
localizar os cantores, mas como tinha outro compromisso subi as escadas e no
saguão, apesar de haver pouca gente, notei uma agitação incomum e uma
funcionária parecia perturbada. Os mais tranquilos eram a dupla de PMs junto à
murada de uma abertura. Então baixou a jornalista adormecida e fui perguntar à
funcionária se havia acontecido algo. Ela me contou rapidamente que “a ave
atacou o pombo que está ferido”.
Que ave? Onde?
Ali.
A ave era um falcão, creio eu, que estava empoleirado calmamente
na beira da murada. Pareceu-me um pouco exibido. Virou para um lado, virou para
o outro como se posasse para as inúmeras câmeras focalizadas em sua elegante
figura. Ou simplesmente, avaliasse o ambiente para ver o melhor caminho de
fuga. Quando perguntei como iam tirá-lo de lá, a funcionária disse,
sinceramente, um “não sei” e seguiu em busca de ajuda.
Resolvi pegar o trem para meu compromisso, antes de virar
alvo do falcão. Espero que o final tenha sido feliz para o caçador frustrado.
terça-feira, 7 de outubro de 2025
GAROA BOA
Ontem, calor de 30 graus. Hoje, 18
graus e garoa. Ah! São Paulo da garoa! São Paulo que terra boa! Música de
Alvarenga e Ranchinho, que o papagaio lá em casa sabia cantarolar... Café com
amiga, muita risada e boas histórias. Final de tarde na Praça da República.
Gente para lá e para cá, agasalhada ou à vontade, de guarda-chuva ou como eu,
mãos abanando, apreciando o momento. Hora de voltar para casa e descansar os
pés.
PRIMAVERA
Neste
país tropical, estações do ano são pouco definidas, mas a sibipiruna aqui da
praça está toda enfeitada. O ipê floriu novamente, talvez para abrigar o sabiá
que o escolheu para fazer o ninho. Aliás, com tantas árvores para se proteger
do sol, da chuva e de predadores, ele escolheu uma quase pelada para construir
o ninho. Pelo menos a ninhada terá uma “casa” com jardim. Flores brancas é o
que não falta. Outro sabiá montou residência na árvore que fica embaixo das
minhas janelas – canta o dia inteiro e, como se não bastasse, lá pelas quatro
da manhã decreta alvorada. Substitui um galo aqui das imediações que por muitos
anos saudou as manhãs chovesse ou fizesse sol. Calou-se, levado pelas famílias
que venderam as casas substituídas pelos condomínios sem graça.
Por
aqui há uma grande variedade de passarinhos – rolinhas-caldo-de-feijão, cambacicas (manhã
dessas uma veio me visitar), bem-te-vis e sabiás; há também um bando de periquitos
instalados numa palmeira da esquina. José, taxista do ponto ao lado do prédio, me
garante que também tem um pica-pau na praça, mas nunca consegui vê-lo. Enfim, boa
companhia o ano inteiro.
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
POR ONDE ANDEI
Quantos lugares, quantas
cenas, quantos personagens... Setembro foi um mês de muitas andanças.
Fui conhecer a Casa Piauí, que antiga residência de Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919), presidente do Brasil no período de 1902-1906. O casarão em estilo eclético, situado na esquina da Rua Piauí com Itacolomi, foi tombado em 2012, passou por restauro e parte do terreno da propriedade abrigará um prédio de alto padrão.
Na Rua Manoel da Nóbrega, os policiais da Cavalaria da PM costumam fazer
uma pausa para descanso das montarias. Cavalos são animais muito bonitos e elegantes.
Paro para uma prosa rápida com um dos policiais – queria saber se os animais têm
nome ou apenas o número de registro tatuado, se eles são dóceis, se a cavalhada
era composta apenas de machos e se os cavaleiros trabalham sempre com o mesmo animal.
Enquanto o policial vai respondendo as perguntas, o cavalo toca a cabeça de
leve no ombro dele – tem grandes olhos castanhos como a pelagem, numa
demonstração (creio eu) de carinho. Sim, os animais têm nome que é registrado, o
comportamento varia de indivíduo para indivíduo – uns são mais impulsivos; a
cavalaria emprega tanto fêmeas como machos – estes são castrados. As fotos foram tiradas em outra ocasião.
Fiz uma
excursão a Caieiras de trem (Linha 7 Rubi) e ônibus pela serra da Mantiqueira que
permanecerá bastante tempo na memória pelo desapontamento final. Uma igreja
medieval, luxuosa, com toques de Sainte-Chapelle, construída em pleno século XXI
escondida numa região pobre. Caieiras é um município situado na sub-região
norte da grande São Paulo. O desenvolvimento da cidade aconteceu com a produção
de cal e daí veio seu nome – caieira é a denominação do forno de cal.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
DIA DO IDOSO
No que
estou pensando? Hoje é dia do idoso. Já faz pouquinho mais de vinte anos que
estou nesse grupo e muito satisfeita por ser baby boomer e ter vivido
uma época de transformações fantásticas. Embora adore bondes, mantenha meu DVD
player em funcionamento e ache o corte Chanel um luxo (como o Nº 5) não
significa que sofra de saudosismo. Espero bater perna por aí ainda por algum
tempo – sem exageros. Nada de centenário.
JORNAL "A TRIBUNA"
Parabéns a alunos, professores e ao diretor Roger Marques Ribeiro da Escola Estadual Parque dos Sonhos, de Cubatão (SP), que recebeu ontem o prêmio World’s Best School Prize, na categoria Superação de adversidades. A premiação é promovida pela T4 Education, uma plataforma global voltada para a melhoraria da educação, oferecendo ferramentas, programas e eventos para professores e escolas.
(JORNAL A TRIBUNA, SANTOS, SP)
terça-feira, 30 de setembro de 2025
MOMENTO DE TERNURA
Esperava
a luz verde do semáforo na praça Clóvis Bevilacqua, onde o cenário é
invariavelmente deprimente, quando notei a cambacica no chão em plena
atividade. Ela hesitou quando me viu chegar, mas continuou sua atividade, me
observando vez por outra, pronta para voar caso sentisse algum risco. Achei que
ela estava comendo, mas estava coletando umas farpas que alguma árvore ou
arbusto deixara cair ou o vento trouxera. Havia duas e logo três no bico, uma
caiu e ela tratou de pegar novamente, sempre atenta à minha presença. Ora, pensei,
ela está recolhendo material para o ninho. Quando chegou outro pedestre, vi que
a luz verde se acendera e antes de iniciar a travessia percebi que o passarinho
desaparecera. Tão pequena, tão delicada e colorida, abrandando o cenário de
concreto e tragédia da praça...
Fiquei curiosa e pesquisei para saber como é o
ninho da cambacica. Elas
fazem dois tipos de ninho: um para reprodução e outro para descanso – muito espertas.
O primeiro recebe um acabamento melhor com entrada menor para se proteger dos
predadores. Ela usa palha, folha, capim e teia de aranha na confecção do abrigo.
domingo, 28 de setembro de 2025
FEIRA EM SANTA CECÍLIA
Depois da caminhada pelo Viaduto João Goulart, vulgo Minhocão, decidi que era hora de explorar o entorno dele e nada melhor do que começar pela Rua Sebastião Pereira. Motivo da escolha foi a feira que observei do alto do viaduto. Dizem que é a melhor feira do Centro da cidade, é enorme e costuma ir até as 16 horas.
Aproveitei o domingo de sol e de
temperatura amena para ir até lá via Praça da República. Para variar peguei o ônibus
errado e tive que descer na Praça Júlio de Mesquita, que separa a Avenida São
João da Rua Barão de Limeira. Na Avenida São João, lembrei-me de uma foto de Claude
Levi Strauss, tirada no Carnaval de 1934, de um grupo de foliões. Que diferença!
Dela sobrou apenas o prédio do Banespa/Santander. Entro na Rua Pedro Américo e
saio na Praça da República, de onde sigo pela Rua do Arouche porque a Avenida Vieira
de Carvalho estava fechada para um show.
Gostaria muito que algum estudioso
me informasse qual o polígono que se aplica à configuração do Largo do Arouche.
Enfim, lá estão a Academia Paulista de Letras e o restaurante La Casserole; o
mercado das flores continua uma atração agradável à vista e ao olfato. Há uma
feira de alimentos onde algumas pessoas tomam o café da manhã. Passo pelo restaurante
O Gato Que Ri. Lá o que restou do antigo
Cine Arouche, agora dirigido a público adulto – entenda-se programação pornô. Há
várias famílias, casais e idosos passeando pelos jardins, mas o pessoal da
cracolândia também está presente, dormindo ou alheio à realidade.
Enfim, passo sob o elevado e estou na
Rua Sebastião Pereira e na feira. O público é heterogêneo – vai de donas de
casa fazendo as compras da semana, regateando preços, até pessoas como eu,
curiosas e mais tentada a consumir um pastel com caldo de cana (que eu não gosto)
ou água de coco. Frutas da época em alta – morango e jabuticaba (que eu adoro).
Bananas nanicas bonitas com bom preço. Escolho uma barraca simpática e peço o
pastel de queijo (que estava bom).
Das feiras gosto do colorido, do
alarido e da única coisa fiada disponível – as conversas entreouvidas nas barracas.
Terminei a visita e me dirigi à Alameda Glete, segui até o Terminal Princesa
Isabel para pegar o ônibus para casa. O pé dói e o estômago reclama – hora do
almoço.
sexta-feira, 26 de setembro de 2025
SÃO PAULO E O TRÓLEBUS HISTÓRICO
O trólebus, aquele veículo enorme, confortável, sem
solavancos, seguro, desliza macio pelas ruas da cidade, silencioso, preso por uma
alça a uma rede elétrica, faz parte da minha história. Em Santos o trólebus da
linha 54 Centro – Orquidário passava em frente à minha casa, na Rua Constituição
e, quando fui para a Faculdade em 1967, era ele que eu tomava todas as noites na
esquina com a Rua Sete de Setembro para descer na Rua Euclides da Cunha, perto
do Orquidário, onde ficava a Faculdade de Filosofia. E, num desses acasos da
vida, quando me instalei em São Paulo na Aclimação, novamente, lá estava o trólebus
passando em frente do prédio em que morava. Dessa vez, era o 408 A – 10, a linha
de trólebus mais antiga do Brasil: 76 anos.
São Paulo foi pioneira no Brasil na implantação de veículos
elétricos. Eles eram importados dos Estados Unidos e Inglaterra e começaram a
rodar em 22 de abril de 1949. Inicialmente, o trajeto se estendia da Praça
General Polidoro e à Praça João Mendes. Foi bem mais tarde que a linha se
estendeu da Aclimação a Perdizes, passando por sete bairros.
Espero
que os trólebus continuem rodando por São Paulo ou pelo menos a linha Cardoso
de Almeida/Machado de Assis. Encostá-los é desperdício de dinheiro público, pois
significa abandonar toda a rede elétrica e a mão de obra especializada... A
Prefeitura ressalta o fato de que os veículos novos movidos à bateria não são
poluentes; ora, os – os trólebus (210) também não são poluentes, rodam com
energia elétrica.
Aqui
fica a proposta de um passeio de uma hora aproximadamente por sete bairros de
São Paulo – Aclimação, Liberdade, Centro, Vila Buarque, Higienópolis, Pacaembu
e Perdizes, repletos de pontos históricos, casas de espetáculos, museus,
igrejas e paisagens pitorescas. Se der sorte pode ser até que haja um trólebus
circulando, o que reforçará o aspecto históricos da viagem.
quinta-feira, 25 de setembro de 2025
ÔNIBUS 408A-10 TEM TRAJETO CULTURAL
Um roteiro para conhecer os lugares históricos e
culturais ao longo do trajeto entre a Rua Machado de Assis (Aclimação) e Rua
Cardoso de Almeida (Perdizes) do trólebus 408 A – 10, atualmente substituído por um movido a bateria, O ponto inicial da linha é na Praça Rosa Alves da Silva –
que já foi garagem de ônibus da antiga Companhia Municipal de Transportes
Coletivos (CMTC) – com a Rua Machado de Assis, na Aclimação. Se você tem sessenta anos ou mais, pode fazer o percurso sem custo e os
·
Parque da Aclimação – Rua Topázio com Rua Muniz de
Souza.
·
Museu da Imigração Japonesa – Rua S. Joaquim, 381.
·
Acesso à Praça da Liberdade.
·
Templo Lohan (budista) – Rua Conselheiro Furtado,
445 (ao lado do Viaduto do Glicério).
·
Museu do Livro Esquecido – Rua Santa Luzia, 31. Só
abre aos sábados.
·
Museu da Justiça – Rua Conde de Sarzedas.
·
Capela do Menino Jesus e Santa Luzia – Rua
Tabatinguera, 104.
·
Comando do Corpo de Bombeiros de São Paulo: Rua
Anita Garibaldi, 25.
·
Igreja do Carmo – Rua Rangel Pestana, 230.
·
Poupa Tempo, SESC Carmo (fechado para reforma) e Igreja Nossa Senhora da
Boa Morte –– Rua do Carmo.
·
Tribunal de Justiça (visitas guiadas com agendamento), Catedral da Sé e Centro
Cultural Caixa – Praça da Sé.
·
A centenária Padaria Romana, na Praça da Sé, 92.
·
Pátio do Colégio e Museu da Favela.
·
Casa da Marquesa de Santos, Museu da Imagem, Beco do
Pinto – Rua Roberto Simonsen.
·
Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares
Penteado, 112.
·
Museu da Bolsa do Brasil – Rua XV de Novembro, 275.
·
Edifício Sampaio Moreira: Casa Godinho – Rua Líbero
Badaró, 346. Acesso à Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
·
Farol Santander (antigo BANESPA) – Rua João Brícola, 24.
·
Banco São Paulo – Praça Antônio Prado, 19/ Rua XV de
Novembro, 347.
·
Edifício Martinelli (visitas guiadas com agendamento) – Rua São Bento, 405.
·
Ladeira Porto Geral – acesso à Rua Vinte e Cinco de
Março.
·
Largo de São Bento – Mosteiro de São Bento.
·
Edifício Sampaio Moreira (346) e Mercearia Godinho
(340) – Rua Líbero Badaró,
·
Prédio centenário dos Correios – Praça Pedro Lessa
( conhecida como Praça do Correio),
·
Prédio Mirante do Vale SAMPA SKY (ingresso pago) – Praça Pedro Lessa, 110.
·
Igreja de Santo Antônio – Praça do Patriarca, 49.
·
Galeria subterrânea Prestes Maia.
· Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura (visita guiada com agendamento) – Viaduto do Chá, 18.
·
Viaduto do Chá /
Anhangabaú.
· Passagem subterrânea ente a Rua Xavier de Toledo e a Praça Ramos de Azevedo. (Fechada)
· Antigo Hotel Esplanada, atualmente Secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Turismo e Viagens – Praça Ramos de Azevedo, 254. Shopping Light – antiga sede da Companhia Light de São Paulo. Caminhada pelo Centro Histórico às sextas-feiras às 19 h. Gratuita
Teatro Municipal (visitas guiadas gratuitas) – Praça Ramos de Azevedo.
·
Cine Marrocos (fechado) – Rua Conselheiro
Crispiniano, 397.
·
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens
Pretos – Largo do Paissandu.
·
Cine Paissandu (fechado) – Largo Paissandu, 60.
·
Praça das Artes – Avenida São João, 281.
·
Centro Cultural Olido – Museu do Circo – Avenida São João, 473.
·
Esquina das Avenidas São João com Ipiranga.
·
Avenida Ipiranga: Cine Marabá (757) e Cine
Ipiranga (786) – Arquiteto: Rino Levi. (Fechados.)
·
Colégio Caetano de Campos, atual Secretaria Estadual
da Educação – Praça da República.
·
Hospital, Museu e Capela da Santa Casa de
Misericórdia de São Paulo – Rua Dr. Cesário da Mota Jr., 212. Vila Buarque.
·
Vila Penteado – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
(FAU/USP). Rua Maranhão, 88.
·
Praça Villaboim.
·
Fundação Armando Álvares Penteado: Faculdade, Museu
e Teatro – Rua Alagoas, 903.
·
Praça Charles Miller – Antigo Estádio Municipal do
Pacaembu e Museu do Futebol.
· Rua Cardoso de Almeida. Acesso à Casa Guilherme de Almeida. Rua Macapá, 187.
Retorno? Essa é outra história que fica para amanhã.FOTOS: INTERNET,
segunda-feira, 22 de setembro de 2025
VIVA A SIBIPIRUNA!
Dias
atrás notei que a sibipiruna estava quase sem folhas, galhos à vista e fiquei
preocupada. Ela estaria morrendo? Seria muito triste perder uma árvore tão
bonita! Fui atrás do sr. Benedito que entende de tudo um pouco, inclusive de
plantas. Ficou admirado com a pergunta e me garantiu que ela estava muito bem.
Se ele disse... E não é que hoje ela está maravilhosa! A folhagem verdinha e na
copa os primeiros indícios de que irá florescer em breve. Vai ver estava só se
preparando para a Primavera.
domingo, 21 de setembro de 2025
CORRER E ANDAR
Em
um desses impulsos inexplicáveis, peguei emprestado na biblioteca um livro do médico
Drauzio Varella (1943) sobre corridas. Quantas vezes vejo o ônibus lá no ponto se
abastecendo de passageiros e penso que se desse uma corrida poderia me juntar
ao grupo; mas prefiro “deixar para lá” e esperar o próximo. Correr por esporte
nunca foi uma opção. Maratona então nem pensar. Ao ler o título completo – “Correr
– O exercício, a cidade e o desafio da Maratona” – deduzo que foi a cidade que
me atraiu para essa leitura.
Foi uma boa escolha, mas gostei
mesmo de acompanhá-lo nas corridas que ele fez pelo Minhocão e pelo Centro da
cidade, porque encontrei muita semelhança com a minha experiência de caminhante.
Claro que não vou andar às seis da manhã, nem pelo elevado e tampouco no
Centro. Prefiro horários mais amenos. Fui duas vezes caminhar no viaduto João
Goulart e apreciei a paisagem, os frequentadores e “a altura privilegiada que
oferece ao transeunte possibilidade de bisbilhotar o interior dos apartamentos”.
Coisa que gosto de fazer. Foi assim que o garotinho sentado na varanda, devidamente
protegida por uma tela, me acenou todo sorridente quando me viu passar; que notei
uma cozinha tão bem organizada que me deu vontade de cumprimentar o/a proprietário
(a); ou ser desestimulada de bisbilhotar por uma máscara de caveira estrategicamente
colocada à janela. Roupas secando dependuradas em varais ou estendidas no
peitoril das janelas. Sapatos e tênis tomando sol. E as cortinas branquinhas balançando
ao vento de um domingo quente? Um bichano junto à rede de proteção da varanda parece
muito interessado no que se passa lá embaixo na São João...
Já percorri o viaduto da Praça Roosevelt
ao Largo Padre Péricles que desconhecia completamente. Pergunto a um senhor
onde é o metrô da Barra Funda, ele indica o caminho e afirma que caminhar faz
bem. Com certeza – só o viaduto tem 3,4 km.
Já a corrida do Dr. Varella pelo
Centro é peculiar e um dia vou reproduzi-la à minha moda – ou seja, andando. À medida
que corre, ele registra aspectos arquitetônicos e históricos dos lugares por
onde passa. Ele começa na Rua Maria Antônia, segue pela Rua Consolação em
direção à avenida Ipiranga, passa pela boate Love Story (Rua Araújo) – que fechou
faz tempo; na Praça da República, entra no calçadão da Barão de Itapetininga (“e
já estou no meio dos prédios mais encantadores da cidade”).
Dr. Varella traça um retrato realista dos
moradores de rua, usuários de crack, desocupados que se espalham pelo Centro,
mas nem por isso escapa ao seu olhar o casal que dormia juntinho num colchão em
um canto abrigado da rua... A descrição que ele faz da primeira vez que se viu
em meio à Cracolândia, na esquina das Ruas Helvétia e Dino Bueno, foi muito
semelhante à minha experiência naquele local: uma visão chocante, que no
primeiro instante causa dúvida – seguir em meio àquela gente maltrapilha (homens,
mulheres de todas as idades e crianças), suja, alucinada que andava de uma lado
para o outro ou se mantinha no chão? Avaliei o que vi e resolvi seguir,
caminhando normalmente, passei por eles e ninguém sequer reparou em mim. Ocupavam
apenas um quarteirão. Hoje espalham-se pela cidade. Passo por eles quase todos os dias na região da Sé. É um gravíssimo problema
social.
O livro é de 2015, Companhia Das Letras.








































