sábado, 24 de dezembro de 2016

SOBRE GALINHAS E PERUS

Aquela velha pergunta –“o que veio primeiro o ovo ou a galinha?” – poderia variar um pouco. Afinal, qual a origem da galinha? A ave é proveniente da Ásia, provavelmente, Índia, onde as primeiras criações destinavam-se às lutas de galos. Ela já era domesticada na Grécia no século VII a. C. e os romanos foram os primeiros a desenvolver uma espécie diferenciada da ave que conquistou o mundo. Foi o prato preferido de reis – como D. João VI de Portugal; muito antes dele, porém, Dom Sebastião (1554-1578) proibiu por decreto (Pragmática contra o Luxo) o manjar branco, doce famoso feito à base de peito de frango.
A galinha veio a bordo das caravelas para as Américas e proliferou rapidamente. Entretanto, foi deste lado do Planeta que a ave encontrou um grande rival – o peru. Ele foi encontrado pelos europeus na América do Norte. No sudoeste dos Estados Unidos há indícios de que tenham sido domesticados há mais de dois mil anos, mas eles seriam provenientes de Yucatán (México). Em 1621 o peru fez parte da refeição preparada pelos colonos em agradecimento pela boa colheita. Assim, o peru acabou se tornando popular na cultura norte-americana, atravessou o Atlântico e conquistou a Europa.
Mas essa ave feiosa tem um problema: a denominação. Em Portugal ganhou o nome de peru porque as pessoas acreditavam que ele era importado daquele país. Em inglês ele se tornou turkey porque achavam que vinha da Turquia (Turkey). Há outra versão: o nome era atribuído erroneamente à outra ave e depois da correção apareceu o peru que ficou com o nome vacante, por assim dizer, e mais uma vez errado. E o que o Peru – país andino – tem a ver com a história? Nada.

Os Estados Unidos são o maior produtor de carne de frango do mundo e no ano passado o Brasil alcançou o segundo posto com 13.146 milhões de toneladas. A china ficou em terceiro lugar. (Globo Rural) O Brasil também se destaca entre os principais produtores de carne de peru do mundo.  
Natal é dia de galinha ou peru... Mas segundo o dito popular, o peru morre na véspera. Assim como o porco, que não entrou nesta história, mas estará em muitas mesas por aí. 



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