quarta-feira, 29 de junho de 2016
POLÍTICA DE PESO
segunda-feira, 27 de junho de 2016
sexta-feira, 24 de junho de 2016
domingo, 19 de junho de 2016
NOSTALGIA
Perdeste o senso!"E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las muita vez desperto
E conversamos toda noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizes, quando não estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.
domingo, 12 de junho de 2016
OS PURITANOS
sexta-feira, 10 de junho de 2016
LIBERDADE
Quinta-feira
gelada em São Paulo. Um dia perfeito para caminhadas despreocupadas. Paulistanos
e turistas movimentavam as ruas do bairro da Liberdade. Na saída do metrô, a
Praça da Liberdade é um ótimo lugar para aproveitar o sol anêmico; depois de
observar as ofertas das barracas da feira, uma esticada até a loja da Rua dos
Estudantes, que oferece maravilhosos produtos de porcelana japonesa entre
outras coisas. Uma festa para os olhos. Depois pode-se bisbilhotar na loja da
esquina com a Rua Galvão Bueno, onde há de tudo que você não precisa, mas
coisas bem interessantes. Uma senhora me pergunta se eu sei que igreja é aquela
na ponta da Praça. O nome é lúgubre, mas é uma lembrança dos tempos coloniais:
Santa Cruz das Almas dos Enforcados. (A curiosa não gosta do nome.)
Para
quem não sabe era ali nas redondezas que se executavam por enforcamento os
criminosos. Em 23 de julho de 1821 as autoridades da cidade receberam uma ordem
régia para levantar uma forca no lugar mais público desta cidade e vizinho do
Cemitério da Glória, complementando a instalação da Junta de Justiça no ano anterior.
A Igreja mantém a capela dos Aflitos (1774), que ficava no meio do cemitério, vendido
pela Mitra e loteado para residências. A capela, como não poderia deixar de
ser, fica na Travessa dos Aflitos.
Enquanto
caminho pela Rua Galvão Bueno, lembro-me de que há algum tempo este é mais um
bairro oriental do que propriamente japonês, pois os coreanos e chineses se
misturam aos japoneses que ainda permanecem nesta parte da cidade. É mais uma
região turística, com uma grande oferta de restaurantes e produtos típicos do
Oriente. Há lojas especializadas em cosméticos (já vi uma fila enorme de jovens
para entrar em uma delas).
Agora,
é a vez da Avenida Liberdade. Há várias casas antigas bem conservadas, embora
tenham uso comercial. Ali fica a Casa de Portugal, fundada em 1935 por
portugueses e brasileiros. O projeto do prédio é do Arquiteto Ricardo Severo,
sócio de Ramos de Azevedo. A inauguração ocorreu no quarto centenário de São
Paulo – 1954. Mais adiante outra igreja. A Catedral Metodista de São Paulo, de
linhas sóbrias. Enfim, o Largo da Pólvora – outro lugar histórico da cidade.
Ali funcionava um paiol de pólvora (claro) até 1832, quando as autoridades da
cidade mandaram demolir, mas a população continuou a chamar o lugar de largo da
pólvora. O nome, entretanto, só foi oficializado em 1978 pelo prefeito Olavo Setúbal.
Atualmente, o jardim japonês, criado por ocasião dos setenta anos da imigração
japonesa, encontra-se abandonado. Próxima parada: estação São Joaquim do metrô.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
ORAÇÃO DA ÁRVORE
Antes que me faças mal, olha-me bem.
Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de inverno;
Eu sou a sombra amiga que tu encontras
Quando caminhas sob o sol de agosto;
E os meus frutos são a frescura apetitosa
Que te sacia a sede nos caminhos.
Eu sou a trave amiga da tua casa,
A tábua da tua mesa, a cama em que tu descansas
E o lenho do teu barco.
Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada,
A madeira o teu berço e o aconchego do teu caixão.
Eu sou o pão da bondade e a flor da beleza.
Tu que passas, olha-me e não me faças mal.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
domingo, 29 de maio de 2016
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
Apresento
meu segundo livro: “Santos: histórias de aviadores, constitucionalistas e
expedicionários” (Editora COMMUNICAR. Santos, 2016), que tem apresentação de
José Alberto Pereira Sheik e prefácio do Carlos Pimentel Mendes – ambos jornalistas.
Desta vez conto um pouco do cotidiano da cidade durante três momentos da
primeira metade do século passado, envolvendo os pioneiros da aviação que
pousaram nas praias santistas; a participação dos santistas no movimento
Constitucionalista e a mobilização durante a II Guerra Mundial. Lançamento
previsto para junho próximo em Santos e em São Paulo.segunda-feira, 23 de maio de 2016
sábado, 21 de maio de 2016
VINHO, CAUIM E CACHAÇA
quinta-feira, 19 de maio de 2016
quarta-feira, 18 de maio de 2016
DOCES CAMICASES
terça-feira, 17 de maio de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
VARREDORES DE RUA
O dia 16 de maio é dia de homenagear os
varredores que percorrem dezenas de quilômetros por dia, limpando as ruas das
cidades e, que nós, brasileiros tão pouco valorizamos à medida que vamos
jogando o lixo, indiferentemente, por onde passamos, achando que nossos jardins
e praças são depósitos de detritos. O pintor paulistano Carlos Prado (1908-1992)
é autor do quadro “Varredores de Rua” (1935), que se encontra no MASP. 












