domingo, 5 de fevereiro de 2017
VIVA O ZÉ PEREIRA!
sábado, 4 de fevereiro de 2017
| Oxford: gaivota entretida com comida – lixo deixado por turistas. Foto: Hilda Araújo, 12/06/2015. |
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Se passava alguém na rua
sem lhe tirar o chapéu
Seu Inacinho lá do alto
de suas cãs e fenestra
murmurava desolado
― Este mundo está perdido!
Agora que ninguém porta
nem lembrança de chapéu
e nada mais tem sentido,
que sorte Seu Inacinho
já ter ido para o céu.
"Cortesia", Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).
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Quando ela pôs o chapéu
Como se tudo acabasse,
Sofri de não haver véu
Que inda um pouco a demorasse.
"Quadras ao gosto popular", Fernando Pessoa.
"Chapéu azul", 1922: Tarsila do Amaral (1886-1973). |
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| Tumba do faraó Tuntakhamon, 1332-1322 a.C. |
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| Mitrídates VI, rei do Ponto, 134-63 a.C. |
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| Afresco de Brancacci, Florença. |
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| Tela de Bert Morisot, 1889. |
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| Rainha Elizabeth II, que usa chapéus com muita classe. |
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
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AQUELA
senhora velha
Que
fala com tão bom modo
Parece
ser uma abelha
Que
nos diz: “Não incomodo”.
QUADRAS
AO GOSTO POPULAR, de Fernando Pessoa (Obra poética).
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domingo, 29 de janeiro de 2017
sábado, 28 de janeiro de 2017
| Este veículo tem o piso plano, mas os bancos são perigosamente altos. |
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
RUAS DA INFÂNCIA
| Muito bom ver que restam belos prédios daquela época: Rua Amador Bueno. |
| Confluência da Avenida São Francisco, Rua Senador Feijó e Praça José Bonifácio ao pé do Monte Serrat. |
| A Biblioteca da Humanitária encontra-se fechada há algum tempo. |
| Praça José Bonifácio: um caminho da infância. |
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
| Igreja da Sé. |
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
VERÃO. VAMOS À PRAIA.
domingo, 22 de janeiro de 2017
ANIVERSÁRIO DE S. VICENTE
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Visão romântica do momento em que os portugueses celebram a visão do Paraíso de
onde expulsariam os nativos que logo conheceriam o Inferno pela mão do colonizador.
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sábado, 21 de janeiro de 2017
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“Praia Grande com carro e carroceiro” (óleo sobre marfim). Coleção particular.
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“Praia Grande” (nanquim). Sem outras referências.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
O NAVIO FANTASMA
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
O COLÍRIO E OS DIAS
A velhice é um problema. As peças começam a precisar de revisão e
reparos. Às vezes nem se percebe que a visão não é a mesma. O mundo vai
amarelando lentamente sem que o idoso perceba. O oftalmologista se encarrega de
ajudá-lo. Não com bengalas ou cursos de braile, mas com duas cirurgias rápidas
e eficientes. Lá vai o velhinho para uma consulta de avaliação pré-anestésica,
uma conversa boba com um médico que, em vez de ler os exames solicitados,
prefere perguntar tudo de novo ao paciente, que vai ficando impaciente. Na data
combinada, seis horas de jejum sem direito à água, apresenta-se no hospital. No
corredor enorme, os quatro sorteados do dia com seus respectivos acompanhantes
aguardam o grande momento. Nos quartos duplos, enchem-lhe os olhos de colírios,
emprestam-lhe um camisolão sem arte e o levam para o centro cirúrgico – e ele
se sente aliviado por encerrar o papo sem graça e sem fim do seu companheiro de
quarto. Nem meia hora se passa e está de volta para o quarto e para a
recuperação. Todos querem saber o que aconteceu. Vem o chá e as bolachas; a
troca de roupa e bye-bye para todos. No dia seguinte à
operação, realiza-se a convenção dos pós-operados no consultório do médico. Lá
estão oito pessoas – quatro usando um enorme curativo no olho e quatro
acompanhantes ansiosos. Eles querem falar como passaram a noite, as
expectativas e outras amenidades. Prefiro ouvir, mas pergunto a um senhor
acompanhado da esposa se ele tinha miopia (pois a operação reduz drasticamente
o problema) e ele responde que não é viúvo e aponta a senhora ao lado e me diz
o que todos já sabem – é a esposa. Ela o corrige. “Ela perguntou se você é
míope!” Minha amiga cochicha na minha orelha que a próxima operação dele deve
ser de ouvido. Minha vez de entrar. O médico está feliz com o sucesso da
operação, apesar do olho vermelho, do rosto roxo e inchado! Que bom! Agora, não
tenho mais miopia, enxergo longe, em compensação não vejo nada a um palmo do
nariz! Liberada para ir para casa. A rotina será simples: nos primeiros dias
passar as horas olhando a ponta dos pés, mudando da poltrona para o sofá e
vice-versa, pingando colírio a cada três horas. Felizmente, há música para
ajudar a passar o tempo entre uma pingada de colírio e outra...






















