sexta-feira, 10 de maio de 2019

UM LIVRO PARA DEGUSTAR

Quem aprecia vinho, deve ler; quem gosta de boas histórias, precisa ler e quem não dispensa um texto elegante não pode deixar de ler este livro escrito pelo amigo jornalista José Guilherme R. Ferreira.





“Vinhos no Mar Azul” (Editora TERCEIRO NOME) agora tem versão digital.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

PAZ E TRANQUILIDADE


Waikiki, Hawaii, 25/09/2017.
Vá placidamente por entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas. Fale a sua verdade, calma e claramente, e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes; também eles têm a sua história. 
Evite pessoas barulhentas e agressivas. Elas são um tormento para o espírito. Se você se comparar a outros, pode tornar-se vaidoso e amargo porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você. Desfrute suas conquistas, assim como seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde: é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos.
Exercite a cautela nos negócios porque o mundo é cheio de artifícios. Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe. Muitas pessoas lutam por altos ideais. E por toda parte a vida é cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Principalmente não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor, porque em face de toda aridez e desencantamento, ele é perene como a grama.
Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência às coisas da juventude.
Cultive a força do espírito para proteger-se num infortúnio inesperado. Mas não se desgaste com temores imaginários. Muitos medos nascem da fadiga e da solidão.
Acima de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo. Você é filho do universo, não menos nem mais que as árvores e as estrelas. 



Texto encontrado na Igreja de Saint Paul, em Baltimore (Maryland, EUA), datado de 1692. Fonte: jornal Estado de Minas/Estado Ecológico. 


quarta-feira, 8 de maio de 2019

VOCÊ SABE DE ONDE EU VENHO?

“Os velhos soldados nunca morrem; eles apenas desaparecem." General Douglas MacArthur.
O dia 8 de maio marca o final da II Guerra Mundial (1939-1945) na Europa, quando a Alemanha rendeu-se, incondicionalmente, aos Aliados. A Itália, onde o Brasil lutou ao lado dos Estados Unidos, rendera-se em 2 de maio. A Guerra do Pacífico prosseguiu até agosto de 1945. 
O Brasil perdeu 467 soldados dos 25.700 que participaram da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Três mil homens foram feridos durante a campanha. As forças brasileiras fizeram 20.573 prisioneiros – entre eles dois generais, o alemão Otto Fretter e o italiano Mario Carlonio, comandante da divisão de Versagliere.
Você sabe de onde eu venho? Várias cidades italianas têm monumentos lembrando a ação da Força Expedicionária Brasileira cuja importância na história da II Guerra vem sendo recuperada pelas novas gerações no Brasil. Na Itália, sabem de onde eles vieram. Os velhos soldados têm recebido a devida homenagem em quase todo país. 
        Os restos mortais dos pracinhas mortos em combate encontram-se desde 1960 no subsolo do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, que compõe o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes (Parque do Flamengo).

Com muita sensibilidade, o poeta Guilherme de Almeida (1890-1969), autor da letra da “Canção do Expedicionário” usou poesias, músicas e imagens literárias populares para contar a procedência dos soldados da Força Expedicionária. O resultado foi excelente e com a música de Spartaco Rossi (1910-1983) superou o hino da FEB.  A música gravada em setembro de 1944 por Francisco Alves com a Orquestra Odeon. 

Canção do Expedicionário

Homenagem aos veteranos da FEB no Iburapuera em 2017.
Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Do pampa, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema    

Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!
Por mais terras que eu percorra...

Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bojo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.

Por mais terras que eu percorra...
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !

Por mais terras que eu percorra... 
Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, Rio de Janeiro, 2015.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

RENDA EM CÉU AZUL

“No trajeto para a Torre Eiffel, nem uma só vez olhei para os telhados de Paris: eu flutuava sobre um mar de branco e azul, nada mais vendo senão meu objetivo.” Alberto Santos Dumont (1873-1932) sobre a proeza realizada em 1901 quando contornou a Torre Eiffel com seu dirigível nº 6 e garantiu o Prêmio Deutsch e o reconhecimento internacional de que o Homem podia voar.


Paris, 2010.
A Torre Eiffel completa hoje 130 anos. Ela foi construída para ser a entrada da Exposição Universal de 1889, organizada para comemorar o centenário da Revolução Francesa. Quando a torre foi aberta ao público no dia 6 de maio já tinha os dias contados, pois a previsão contratual era de que seria mantida apenas por vinte anos; entretanto, a estrutura de ferro com 324 metros de altura no Campo de Marte só não foi demolida porque se tornou o local ideal para antena de transmissão de rádio, o novo meio de comunicação em pleno desenvolvimento.


Paris, maio de 2012. Projeto do engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923).


domingo, 5 de maio de 2019

DOMINGO COM ARTE

“Entre as montanhas de Serra Nevada” (1868), óleo sobre tela do pintor norte-americano Albert Bierstadt (1830-1902). Acervo do Smithsonian American Art Museum, Washington DC.


sábado, 4 de maio de 2019

SEM CHORO NEM VELA



Ele não queria choro nem vela, quando morresse. Só “uma fita amarela, gravada com o nome dela”. Choro? Só o de flauta, violão e cavaquinho. Com bom humor, disse que os inimigos que falavam mal dele iriam dizer que nunca haviam visto uma pessoa tão boa assim... Duvido que não tenham chorado a morte de Noel Rosa em 4 de maio de 1937, ele que aos 26 anos já era considerado o melhor compositor da música popular brasileira de seu tempo. E o tempo só reforçou a excelência de sua obra. "Fita amarela", gravada pela primeira vez por Francisco Alves e Mário Reis, foi um grande sucesso do Carnaval de 1933. É um clássico da MPB.


sexta-feira, 3 de maio de 2019

RH POSITIVO



O laboratório onde entrevistava um técnico, de repente, ficou movimentado. Dois funcionários entraram procurando um frasco e o entrevistado interrompeu nossa conversa para perguntar aos recém-chegados se havia leite suficiente. Sim, havia, responderam eles saindo apressadamente. Diante do meu olhar curioso, ele convidou-me para acompanhar o pessoal. Na verdade, me pareceu que ele queria mesmo se livrar da entrevista para ir com os colegas. Fomos até uma sala onde num dos cantos, num berço tosco, um bebê olhava com curiosidade a agitação ao redor. Devia ter uns 40 cm e a magreza realçava um enorme par de olhos pretos. Engraçadinho na sua feiura natural. Segurava uma boneca de pano, que no momento, diante de tanta agitação, não o interessava. Foi assim que conheci Rafael, um macaco Rhesus, abandonado pela mãe e adotado pelos funcionários do Instituto Butantã.
O entrevistado (agora animado com a mudança do assunto que me levara até lá) contou que uma das macacas tivera uma gravidez tardia e abandonara a cria por não ter mais condições físicas para cuidar dela. Um comportamento natural, segundo ele. Na verdade, o filhote ganhou toda atenção da equipe do Instituto responsável pela área. Deram-lhe o nome de Rafael; entretanto, ele não reagira bem. Consultado um especialista, arranjaram-lhe uma boneca cuja função era dar suporte emocional, já que não havia a mãe para ajudá-lo no início da vida. E estava funcionando.  
Fiz a matéria sobre o fato e ela se perdeu na memória até que algum tempo atrás, num passeio pelo Instituto Butantã, vi a placa com a foto de Rafael, salvo pelo carinho dos funcionários do Biotério Central. Como ele nasceu em 1991, deve estar velhinho já que a espécie vive cerca de 30 anos em cativeiro. 
Sempre que você se referir ao fator RH, lembre-se que essas duas letras referem-se a Rhesus, macacos que ajudaram a descobrir o fator Rh sanguíneo, entre muitas outras contribuições para a saúde humana.  

quarta-feira, 1 de maio de 2019

DIA DO TRABALHO


SEMPRE GOSTEI MUITO DE TRABALHAR. DIZEM QUE QUEM FAZ O QUE GOSTA NÃO TRABALHA, SE DIVERTE. MEU CASO. CLARO QUE TURBULÊNCIAS ACONTECEM NO CAMINHO, MAS SEMPRE CUMPRI MINHAS PAUTAS, NÃO IMPORTA ONDE ELAS ME MANDASSEM. A BEM DA VERDADE ME RECUSEI A VER UMA REVOADA DE BORBOLETAS NO PARQUE ESTADUAL DO MORRO DO DIABO (SP) PARA ESPANTO DO DIRETOR DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO. 

SUBI NO TELHADO DO MUSEU PAULISTA DA USP.

VISITEI NINHO DE JACARÉ NA ILHA DO CARDOSO. (Parque Estadual da Ilha do Cardoso).

terça-feira, 30 de abril de 2019

AMIGOS E COMPANHEIROS


Ele tem permanência garantida.

Há dias venho sofrendo com a necessidade de me despedir de vários amigos. Trata-se de livros. Alguns já foram e voltaram para a lista crítica. Perco mais tempo do que deveria, pois encontro um escondido fora do lugar onde deveria estar e logo me vejo a folheá-lo, descobrindo tópicos que o salvam da despedida. Doei todos os que tratavam da Força Expedicionária Brasileira para o Museu da FEB em Sampa (aproveito para parabenizá-los pelos 74 anos da vitória de Fornovo di Taro na II Guerra, quando cerca de 20 mil alemães e italianos se renderam às tropas brasileiras em 29 de abril). Não foi difícil porque serão bem cuidados. Muitos livros não tenho intenção de reler, como as obras teatrais ou políticas dos tempos da pós-graduação, o que tornou a decisão mais fácil. Nem pensar em me desfazer de clássicos e dos livros de Monteiro Lobato cuja ortografia os condena. Descubro que meu catálogo está desatualizado à medida que o trabalho prossegue... Oh! Céus! Oh! Vida!

segunda-feira, 29 de abril de 2019

A PARTE DO LEÃO





“O cobrador de Impostos”, óleo sobre madeira de carvalho. A obra de 1616 é do pintor flamengo Peter Brueghel II, o Jovem, (1564-1637). Acervo Casa-Museu Medeiros e Almeida, Lisboa. Só para lembrar que amanhã termina o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda. Aos contribuintes que tiveram a sorte de ganhar muito nada mais resta do que pagar a parte do leão.
Leão por quê? A expressão remonta a uma fábula citada por Esopo no século VI a.C. e por Platão no século V a.C. e atualizadas por La Fontaine no século XVII, segundo a Revista de História da Biblioteca Nacional (ano 3, nº 31, 2008).
Num cenário pouco provável, o leão convida uma bezerra, uma cabra e uma ovelha para caçar e combina dividir igualmente o que conseguirem. Quando termina a caça o rei dos animais faz a partilha: “Esta é minha, e a razão é que eu me chamo leão (...). A segunda me cabe ainda por direito: o direito do mais forte. Como o mais valente é que eu reclamo a terceira. A quarta, se alguma de vós a tocar, será estrangulada”.

domingo, 28 de abril de 2019

DOMINGO COM JAMELÃO E MANGUEIRA

Vinte e oito de abril de 1928 foi um sábado. A data marca a fundação da segunda escola de samba carioca, a Estação Primeira de Mangueira, iniciativa do compositor Cartola (Angenor de Oliveira, 1908/1980) e de outros sambistas. Com 91 anos de existência, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira é a segunda maior vencedora dos carnavais do Rio de Janeiro. A voz da Mangueira foi José Bispo Clementino dos Santos, o maravilhoso Jambolão (1913-2008). Emocionante o vídeo postado por Andreas Eustathopoulos. Jambolão e a Velha Guarda da Mangueira cantam “Exaltação à Mangueira” (Eneas Brittes da Silva e Aloisio Augusto da Costa). Sou fã incondicional de Jambolão. 


sábado, 27 de abril de 2019

SÁBADO COM ARTE


Quatro séculos de uma obra perfeita: “Os dois sátiros” (1619), óleo sobre tela, de Peter Paul Rubens (1577-1640). Acervo: Antiga Pinacoteca de Munique. Ah! Que olhar!

quinta-feira, 25 de abril de 2019

SOL DE OUTONO NO PARQUE


Aproveitar o sol de abril. Como dizia Henfil (1944-1988), a nossa estrela transformou-se em remédio. A prescrição médica é mais comum do que se imagina. Um remédio bom, bonito e barato, aliás, de graça, sem fila ou estresse. E para meu espanto, fico sabendo que, aproximadamente, 60% dos brasileiros têm deficiência de Vitamina D!
        Rever o Parque Estadual Villa-Lobos, que este mês comemorou 31 anos, é a desculpa ideal para tomar um banho de sol. Uma passarela na saída da estação Villa-Lobos/Jaguaré da Linha 9-Esmeralda (CPTM) me deixa dentro do Parque, situado na Zona Oeste da cidade. Às 10h30 de um sexta-feira é tudo tranquilo, mas os fins de semana são agitados: o parque recebe 600 mil pessoas por mês!  E pensar que essa área verde de 732 mil m², foi um imenso depósito de lixo, alimentado pela CEAGESP e sobras da construção civil até 1988! (Diminuir as exclamações).
Como não sou uma praticante de esportes, passo rapidamente pelas quadras poliesportivas (tênis, vôlei, basquete e futebol) e aparelhos de ginástica. A arquitetura do Orquidário Ruth Cardoso é atraente, assim como o conteúdo, embora não seja época das floradas de orquídeas. Hora de ir conhecer a Biblioteca Villa-Lobos que me disseram ser uma biblioteca “viva”. Uma expressão tola, no meu entender, já que em todas as bibliotecas as ideias são preservadas, vivem e procriam – sim, porque tudo se transforma como bem disse Antoine Lavoisier (1743-1794) cujo “Tratado Elementar de Química” está à disposição de estudantes nas bibliotecas 225 anos após a morte dele e não das ideias dele.
A explicação da funcionária não me agrada: "viva" porque lá dentro pode se fazer barulho ao contrário das tradicionais onde o silêncio é norma, segundo ela. Uma novidade para mim que converso com funcionários em minhas pesquisas como tantas outras pessoas que frequentam as bibliotecas “mortas”, sem prejudicar a concentração dos demais frequentadores. O que ela deveria dizer é que naquele único espaço, além de livros para retirar ou ler no local, há cursos, palestras e funciona também um clube de leitura.
Hora de um cafezinho aproveitando a paisagem recuperada. Com dois decretos em 1988 o governo do Estado desapropriou duas glebas de 741 mil m² para implantar um “parque de lazer, cultura e esporte”. Não foi uma tarefa simples: famílias foram realocadas, o lixo removido, o solo substituído e feita a canalização do córrego Boaçava. As obras estiveram paralisadas por alguns anos, mas ao serem retomadas em 2005, o projeto do parque se tornou mais ambicioso, especialmente, com a valorização das áreas verdes: o Parque Villa-Lobos é uma das áreas mais densamente arborizadas da cidade com cerca de 13 mil árvores. Ele dispõe de um anfiteatro aberto com 750 lugares e uma aberta para shows.
O Parque Villa-Lobos foi um dos primeiros equipamentos de lazer da Capital adequado aos portadores de necessidades especiais. O nome foi uma homenagem ao centenário de nascimento do maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959). Um passeio bem agradável. 
Avenida Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 - Alto de Pinheiros, São Paulo.


  





terça-feira, 23 de abril de 2019

DIA DO LIVRO


Para mim é todo dia. Raros são os dias em que não tenho um livro nas mãos. Frequento livrarias, sebos, bibliotecas, feiras de livros...

“Quando tenho algum dinheiro, compro livros. Se ainda me sobrar algum, compro roupas e comida”. Afirmação de Erasmo de Roterdã (1466-1536) que viveu os primórdios da revolução da imprensa no século XV.

Concordo plenamente com este provérbio chinês: “Ler um livro pela primeira vez é conhecer um novo amigo; lê-lo pela segunda vez é encontrar um velho amigo”.

Heinrich Mann (1871-1950) dizia que “Uma casa sem livros é como um quarto sem janelas”. Verdade. Quando se abre um livro, descortinam-se novos mundos.

Mas é Jorge Luis Borges (1899-1986) quem melhor definiu o prazer da leitura: “Sempre imaginei o paraíso como uma grande biblioteca”.

Os livros podem ser também um alerta porque “Onde se queimam livros cedo ou tarde se queimam homens”. Heinrich Heine (1797-1856).

Fundação Biblioteca Nacional: inestimável herança portuguesa.




Fonte: A Paixão pelos Livros. Organização: Júlio Silveira e Martha Ribas. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2004.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

DIA DA TERRA

A TERRA VISTA DO ESPAÇO (HD).
Imagens do Astronauta Jeff Williams da NASA.




Para falar a verdade, o que me leva a acreditar que não existem habitantes nessa esfera é que me parece que nenhum ser sensato estaria disposto a morar aqui.

– Bem, nesse caso – disse Micrômnegas –, talvez os seres que a habitam não tenham juízo.

Alienígenas conversando ao se aproximarem da Terra em “Micrômegas: uma história filosófica”, de Voltaire (1752).

domingo, 21 de abril de 2019

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN







DIA de Joaquim José da Silva Xavier, mártir da Inconfidência Mineira. Monumento em frente ao Palácio Tiradentes, que passou de Congresso Nacional (1926-1960) a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Nesse local, desde 1640 funcionou a Cadeia Velha onde Tiradentes ficou preso por três dias em 1789. Foi enforcado em 21 de abril de 1792 no local em que hoje é a Praça Tiradentes. Rio de Janeiro, 2015.

Libertas quae sera tamen – em latim o lema da inconfidência cujo significado é "Liberdade ainda que tardia".



Foto: Hilda P. Araújo.

UMA CHANCHADA CHINESA


KUNG-FUSÃO (2004). Direção e roteiro de Stephen Chow (1962), que também encabeça o elenco. Produção chinesa. De certa forma é uma estranha escolha, mas este filme me surpreendeu muito. Procurava algo interessante para ver na TV, quando me deparei com uma senhora de bobes enormes, cigarro pendurado nos lábios e usando camisola em frente a um prédio decadente. Resolvi conferir e não me arrependi. A história é banal: nos anos 1940 um jovem miserável, sem futuro, decide entrar numa gangue e arrasta um amigo meio idiota na aventura. Ele vive num cortiço imenso dirigido com mão de ferro pela senhora de bobes. E de repente o espectador descobre que Stephen Chow usou todos os chavões do cinema ocidental, especialmente americano, em sua obra, no melhor estilo das chanchadas brasileiras do século passado. Lá estão as cenas de gangster na barbearia, um musical, um faroeste, super-heróis, cenas explicitas de desenho animado, efeitos especiais e até um toque de Chaplin em meio a muita pancadaria. Enfim, é um filme para se assistir sem preconceito. Pura diversão. 

sábado, 20 de abril de 2019

A VIDA COMO ELA É...

 Não se trata da obra de Nelson Rodrigues(1912-1980), crônicas que, aliás, renderam ótimos filmes. Hora de deixar o cinema ocidental e embarcar para o Leste Europeu e Oriente. 


A CONSTITUIÇÃO (2016). Direção: Rajko Grlić (1947) Com Nebojsa Glogovac, Dejan Acimovic, Ksenija Marinkovic. Um edifício de apartamentos. Quatro pessoas  separadas por suas diferenças culturais e estilos de vida, mas algumas circunstâncias acabam envolvendo os vizinhos e revelando uma faceta desconhecida deles até então. Gostei muito. O filme é uma produção conjunta de Croácia, República Tcheca, Eslovênia e Macedônia.

DONA DE CASA DE BANHOS - Seu Amor Ferve a Água do Banho, (2016). Direção: Ryôta Nakano. Elenco: Rie Miyazawa, Hana Sugisaki e Aoi Itô. Um filme belo e delicado sobre ser mãe, o papel da família e a morte.  

sexta-feira, 19 de abril de 2019

GUERREIROS EM AÇÃO

FELIZ NATAL (2005). Direção de Christian Carion, com Diane Krüger, Daniel Brühl e Benno Fürmann. Filme pacifista, baseado em um fato real ocorrido na noite de Natal durante a I Guerra Mundial (1914-1918) quando, espontaneamente, os soldados inimigos deixam as trincheiras para comemorar juntos a data. Um tanto romantizado, mas belo e denso. Mais uma vez música da melhor qualidade. Produção: França, Reino Unido, Bélgica, Romênia e Alemanha.




O FILHO DE RAMBOW (2007), de Garth Jennings. Com Bill Milner e Will Poulter. Não gosto de filmes com crianças, mas este foi uma grande surpresa. Muito divertido. Dois amigos apaixonados por cinema resolvem produzir um filme e acabam enredando família, escola e igreja em suas aventuras para rodar a história criada por um deles. Produção: França, Estados Unidos e Reino Unido.



quinta-feira, 18 de abril de 2019

MÚSICA COMO RESISTÊNCIA

A LENDA DO PIANISTA DO MAR (1998), de Giuseppe Tornatore. Com Tim Roth (1961). Trilha musical de Ennio Morricone e Roger Waters. O filme conta a história de uma criança rejeitada, que sobrevive no porão de um navio graças à bondade de um trabalhador, mas com a morte dele vê-se mais uma vez abandonada; entretanto, ela descobre o mundo através de uma fresta de luz na escuridão do porão do navio de onde emerge como um músico extraordinário. Um filme com muitas leituras, sobretudo sobre música e vida.




OU TUDO, OU NADA (1997), de Peter Cattaneo (1964). Com Robert Carlile (1961) e Mark Addy (1964). Uma comédia inglesa com um gosto amargo. Uma pequena cidade industrial em meio à crise econômica. O desemprego. A desestabilização da família. Na luta pela sobrevivência vale tudo? Seja por um casamento ou pelo amor de um filho? Como reagiria uma comunidade conservadora diante de um show nada conservador? Um filme delicioso.